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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Trump leu e não gostou da proposta de acordo de paz do Irão

Documento pede o fim imediato da guerra e do bloqueio naval, garantias de segurança e o levantamento das sanções à venda de petróleo iraniano.

11 de maio de 2026 às 01:30

O Irão já respondeu à proposta dos EUA para acabar com o conflito no Médio Oriente. O documento foi enviado através do Paquistão, que tem mediado as negociações. Pede o fim imediato da guerra e do bloqueio naval, garantias de segurança e o levantamento das sanções à venda de petróleo iraniano. Trump leu e não gostou. Horas após ser conhecida a notícia, recorreu à sua rede social, a Truth Social, na qual escreveu: “O Irão tem vindo a enganar os EUA e o resto do Mundo há 47 anos. Riem-se do nosso país, mas não vão continuar a rir-se.” E para que não houvesse dúvidas sobre a resposta à proposta de Teerão, escreveu mais tarde: “Totalmente inaceitável!” Enquanto isto, o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, alertava que ainda havia “trabalho a fazer” no Irão. Posições que deixam em aberto o possível regresso às hostilidade, o que, a verificar-se, não será surpresa.

O cessar-fogo entre a coligação EUA-Israel e o Irão dura há mais de um mês, mas nos últimos dias tem vindo a assistir-se a uma violação das tréguas. O último episódio ocorreu no fim de semana no estreito de Ormuz, o epicentro de todo o conflito, com a Marinha norte-americana a atacar dois petroleiros iranianos no golfo de Omã. A resposta de Teerão não tardou. “Qualquer ataque contra petroleiros e navios comerciais iranianos implicará uma resposta contundente contra interesses norte-americanos na região, bem como contra os navios inimigos”, alertou a Guarda da Revolução. “Mísseis e drones estão apontados para o inimigo e aguardamos a ordem de disparo”, concretizou. A situação mais grave ocorreu na última quinta-feira. Foram ouvidas explosões próximo da ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz, e na cidade costeira de Bandar Abbas. Os EUA alegam que foi uma resposta a um ataque iraniano, com mísseis e drones, contra navios contratorpedeiros da Marinha norte-americana. Na altura, Trump minimizou o incidente, classificando-o de “pancadinhas de amor”.

A agravar a tensão, o envio de navios de guerra para o golfo Pérsico por parte da França e do Reino Unido. Teerão já fez saber que a presença destes navios terá “uma resposta firme e imediata das Forças Armadas do Irão”. Resta saber qual será a reação dos mercados, nomeadamente do petróleo, face a este novo impasse negocial e o perigo do regresso da guerra.

E TAMBÉM

Trump com Xi

O Presidente norte-americano tem prevista para quinta e sexta-feira desta semana uma visita à China, onde terá encontro marcado com Xi Jinping. A guerra no Médio Oriente e o conflito na Ucrânia são dois dos temas em agenda. As relações comerciais, as tarifas e Taiwan também deverão fazer parte da conversa.

Voos cancelados

Companhias aéreas sul-coreanas cancelaram mais de 900 voos devido ao preço do combustível. Os cortes concentram-se nas companhias de baixo custo.

Cargueiro

Um cargueiro de mercadorias com bandeira do Panamá e destino ao Brasil atravessou este domingo o estreito de Ormuz utilizando uma rota específica designada pelas Forças Arma- das do Irão, segundo a agência de notícias Tasnim.

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