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Máscara, fatos e mil cuidados com o 'MV Hondius': de olhos postos no risco de morte

Desembarque dos passageiros termina esta segunda-feira. Há 30 tripulantes que seguem no navio até aos Países Baixos.

11 de maio de 2026 às 01:30
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Imagens aéreas mostram retirada de passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus em Tenerife

AP

O cenário parece quase apocalíptico. Num porto industrial isolado, no sul da ilha de Tenerife, centenas de pessoas de máscara e protegidas dos pés à cabeça recebem os passageiros do ‘MV Hondius’, o navio onde, há cerca de um mês, surgiram vários casos de hantavírus (tendo feito três mortos). Após uma travessia de lancha, os passageiros (também eles com máscaras e fatos de proteção) chegam a terra isolados do resto da população e são transferidos para um autocarro. Escoltado, leva-os diretamente ao avião onde são repatriados.

Foi assim que, este domingo, cerca de 40 ocupantes do ‘MV Hondius’ foram retirados. Esta segunda-feira, será a vez dos últimos passageiros a sair. Tratam-se de quatro cidadãos australianos e um neozelandês que, devido à demora do voo de repatriamento em chegar às Canárias, só esta segunda-feira serão autorizados a sair da embarcação. Quando o fizerem, terá passado cerca das 24 horas da primeira retirada (de 14 cidadãos espanhóis, que voaram para Madrid, onde vão cumprir quarentena). A operação de repatriamento deve acontecer até às 19h00 desta segunda-feira, após a qual cerca de 30 tripulantes vão navegar até ao porto de Roterdão, onde o navio será desinfetado.

Cerca de 30 tripulantes vão regressar no navio aos Países Baixos

Este domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a garantir que “o risco é baixo” para a população em geral e para quem está nas Canárias. Entretanto, a mulher com sintomas em Alicante (Espanha), que esteve no mesmo voo da cidadã neerlandesa que acabaria por morrer em Joanesburgo (África do Sul), testou negativo ao hantavírus. Também os contactos de risco na África do Sul tiveram o mesmo resultado. No entanto, como o período de incubação pode levar cerca de seis semanas, “não é de excluir que o número de casos possa subir”.

Também este domingo, um grupo de médicos do Reino Unido entrou na remota ilha de Tristão da Cunha, através de paraquedas, para prestar auxílio a um doente que contraiu hantavírus.

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