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Trump suspende ataques a centrais energéticas do Irão até 6 de abril

Presidente norte-americano avança que negociações com Teerão estão "em andamento".

26 de março de 2026 às 20:30

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou estarem suspensos os ataques energéticos ao Irão durante 10 dias, até 6 de abril, a pedido do país. "As negociações estão em andamento", referiu o presidente dos EUA numa publicação feita esta quinta-feira na rede social Truth Social. 

"As negociações estão em andamento", apontou ainda Donald Trump, que referiu estarem a circular notícias falsas acerca do diálogo entre os EUA e Teerão. 

Donald Trump já se tinha manifestado na terça-feira e disse estar convencido de que Teerão e Washington vão "chegar a um acordo" no âmbito das conversações que o Presidente norte-americano afirma estar a manter com a República Islâmica, onde se verificou "uma mudança no regime". Teerão reconheceu ter mantido alguns contactos indiretos com a Casa Branca, mas rejeitou categoricamente qualquer tipo de negociação.

Trump deu na semana passada um ultimato ao Irão para que reabrisse totalmente o estratégico estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, sob ameaça de se não o fizesse atacar e destruir as suas centrais elétricas.

O prazo original foi fixado para segunda-feira, mas depois foi prolongado até esta sexta-feira, com o argumento de que ambos os países começaram a negociar o fim do conflito.

Hoje, Trump foi questionado pela imprensa se planeava estender novamente o seu ultimato e respondeu que isso dependeria do que os seus negociadores lhe aconselhassem: o vice-presidente, JD Vance; o enviado especial Steve Witkoff e o seu genro Jared Kushner.

"Ainda não sei. Não sei. O senhor Witkoff, JD e Jared dir-me-ão se acham que está no bom caminho e, se não estiver no bom caminho, talvez não", afirmou.

Segundo o presidente norte-americano, o Irão está "implorando para chegar a um acordo" e terá deixado passar cerca de dez petroleiros pelo estreito de Ormuz como demonstração de boa vontade.

O Governo norte-americano fez chegar às autoridades iranianas, através da mediação do Paquistão, um plano de 15 pontos para pôr fim à guerra, mas Teerão rejeitou-o.       Enquanto a Casa Branca fala de negociações, o Pentágono está a preparar diferentes opções de intervenção militar para executar um "golpe final" na guerra do Irão, que poderia incluir a participação de forças terrestres, segundo publica hoje o meio digital Axios.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, diz que as palavras e o comportamento dos Estados Unidos são "um sinal de contradição", pois ao mesmo tempo que pede para negociar, continua a agressão e envia mais forças para a região.

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