Greve nos transportes paralisa Caracas e os estados venezuelanos de Miranda e La Guaira

Motoristas venezuelanos de autocarros exigem o aumento do preço das deslocações de 60 para 120 bolívares (0,11 para 0,22 euros).

17 de março de 2026 às 07:34
Caracas, Venezuela Foto: Bernardo Conde/Aldeias do Xisto
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Os motoristas venezuelanos de autocarros iniciaram na segunda-feira uma greve para exigir o aumento do preço das deslocações de 60 para 120 bolívares (0,11 para 0,22 euros).

A greve afetou estes transportes públicos na capital do país, Caracas, assim como estados de La Guaira e Miranda.

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Na Venezuela o transporte público de passageiros é prestado por motoristas particulares, sendo eles próprios proprietários dos autocarros com que prestam o serviço.

A greve, que segundo a imprensa local teve uma adesão de mais de 90%, afetou milhares de pessoas, impedindo-as de chegar aos locais de trabalho e de estudo, com o Metropolitano de Caracas a apresentar longas filas e aglomerações de cidadãos.

O Ministério dos Transportes ativou uma operação especial de transporte de superfície, disponibilizando mais de 90 autocarros.

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A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, condenou a greve dos transportes, alegando "impedir a livre circulação", e instou os venezuelanos a "trabalharem e a deixarem trabalhar quem quiser trabalhar".

Delcy Rodríguez lamentou que "a partir do estrangeiro, com um telefone, se continue a ativar os setores extremistas do país".

Por outro lado, o ministro dos Transportes, Aníbal Coronado acusou os motoristas de boicotarem os transportes urbanos.

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Segundo a imprensa local, a greve continuará esta terça-feira, e por tempo indefinido, com os motoristas a reclamarem ainda a devolução de viaturas retidas desde há mais de dois anos e a exigirem soluções para combater a escassez de combustível e de peças sobressalentes, o que impede parte da frota de prestar serviço.

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