“Negociar Orçamentos" vai ser a tarefa principal de Marques Mendes
Candidato garante que uma das suas prioridades será ouvir todas as partes para evitar 'chumbos'.
É Dia de Reis no mercado de Torres Vedras. “Sabem quem eu sou?”, pergunta o candidato a Belém, Luís Marques Mendes, a um grupo de crianças de coroa na cabeça. “Luís Marques Mendes”, respondem, para sorriso do candidato apoiado pela AD. “À presidência da República”, diz um dos meninos, que termina abraçado. Nem o frio da rua, nem o frio das sondagens, tirou a candidatura do que já é hábito da campanha: visitas a mercados e feiras pela manhã. “Não vou mudar nada. Vou continuar a trabalhar da mesma maneira”, promete o candidato, mas desta vez opta por dramatizar: “Se houver dispersão de votos eu posso perder. Se houver concentração, seguramente posso ganhar”, atira.
E, em caso de vitória, Marques Mendes definiu a prioridade do seu tempo em Belém. “Negociar Orçamentos do Estado vai ser a tarefa principal da minha presidência, para evitar crises”, afirmou o candidato. E se houver um chumbo? “Não. Primeiro vamos evitar o chumbo. Quando não se trata de evitar o chumbo é tudo mais difícil”, acrescenta. A estratégia passará por fazer reuniões com as partes, para que o Governo possa planear e concretizar. Mas há riscos. “Já há alguns partidos, a começar pelo PS, a dizer que uma coisa é o Orçamento deste ano, outra coisa é o do próximo”, sublinha.
Marques Mendes acusou ainda os opositores de “oportunismo” por invocarem Pedro Passos Coelho, “quando a única decisão que ele tomou foi não tomar decisão nenhuma”, ou seja, não manifestar apoio a nenhum candidato. E no final ainda alinha o discurso com Cavaco Silva ao dizer que “aqueles que invocam Sá Carneiro, não o fazem para homenagear, fazem-no por oportunismo”, afirmou o candidato, que não deixou Torres Vedras sem prometer mais uma data no calendário presidencial: o Carnaval. “Ainda há datas livres? O que acha?”, pergunta.
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