Gouveia e Melo lamenta que antigos combatentes tenham sido desprezados pelo poder político

Candidato considerou ainda que Portugal, por vezes, trata mal os seus melhores filhos.

13 de janeiro de 2026 às 15:49
Gouveia e Melo, candidato presidencial Foto: José Sena Goulão
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O candidato presidencial Gouveia e Melo lamentou esta terça-feira que os antigos combatentes tenham sido desprezados pelo poder político e disse que Portugal por vezes trata mal os seus melhores filhos, que tentam dar o seu melhor num sistema 'kafkiano'. 

"Gente que foi desprezada pelo poder político [os antigos combatentes]. E foi desprezada porquê? Por uma vergonha do poder político. Quase que um complexo do poder político. Porque não há vergonha nenhuma desses homens no serviço que fizeram à pátria, mesmo que, na altura, politicamente, essa pátria não tivesse o rumo certo. Mas era a nossa pátria e eles não recusaram fazer esse serviço à pátria", afirmou.

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O candidato, que falava durante uma intervenção num almoço com apoiantes no restaurante da Associação de Fuzileiros, no Barreiro, distrito de Setúbal, considerou ainda que Portugal, por vezes, trata mal os seus melhores filhos.

"Trata mal as pessoas que se dedicam completamente, ao serviço de Portugal. Muitas vezes, as nossas forças de segurança, os nossos bombeiros, os nossos funcionários públicos que, dentro de um sistema 'kafkiano', continuam a tentar fazer o melhor por todos nós", lamentou.

E prosseguiu: "Os nossos enfermeiros, os nossos médicos e muitos outros seres anónimos que todos os dias suportam Portugal e aturam, muitas vezes, gente que lhes é metida em cima na estrutura, sem experiência, sem capacidade, mas porque têm um cartão partidário".

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Reiterando que os partidos são essenciais para a democracia, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, insistiu na ideia de que há "limites éticos" para o que os partidos podem fazer e que, quando não respeitam esses, "criam, com cinismo das suas atuações, a desconfiança que traz verdadeiramente o perigo para a democracia, que é o populismo".

Segundo Gouveia e Melo, as lógicas partidárias "estão a dominar estas eleições" presidenciais, e podem, de alguma forma, "condicionar, mais uma vez, o futuro de Portugal".

Sublinhou ainda que, "quando tudo falha num setor do Estado, a lógica partidária não encontra soluções, porque pensa primeiro nessa lógica do que na lógica do interesse comum".

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