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Gouveia e Melo critica Governo por não ter ainda tirado conclusões na Saúde

Almirante argumentou que, nesta área, o Estado está a falhar, "não de forma esporádica", mas "de forma sistemática e repetida".

13 de janeiro de 2026 às 14:21

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou esta terça-feira que o Governo já ultrapassou os prazos para resolver os problemas na saúde, criticando o executivo por, passados quase dois anos, não ter ainda tirado conclusões sobre as falhas no setor.

"Quando as coisas falham, porque é que nós mantemos os responsáveis [...] Claro que há um tempo que tem que se deixar passar, mas dois anos depois, e não se tiram conclusões [...] porque há uma lógica partidária que se sobrepõe à lógica nacional", declarou Gouveia e Melo na Moita, no distrito de Setúbal.

Questionado pelos jornalistas se o Governo está a falhar os prazos na resposta aos problemas na saúde, o candidato disse considerar que "já ultrapassou esses prazos, insistindo em que as conclusões têm de ser tiradas "pelos responsáveis próprios" e não pela Presidência da República.

"[O atual executivo] Está a governar praticamente há dois anos, com promessas que iria resolver o problema de um momento para o outro. Quando não estava no Governo, estava na oposição, vocalizava um conjunto de críticas que, se agora os puséssemos, a eles próprios, a criticarem-se, seria uma coisa até relativamente aborrecida para os próprios", sublinhou.

Falando aos jornalistas no quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita, no distrito de Setúbal, que em 2025 fizeram 15 partos em ambulância e este ano já fizeram um, o candidato defendeu que o momento atual na área da Saúde precisa da renovação de pessoas.

O almirante argumentou que, nesta área, o Estado está a falhar, "não de forma esporádica", mas "de forma sistemática e repetida", insistindo no facto de o Governo continuar sem tirar conclusões sobre os problemas que têm ocorrido no socorro.

"Eu estou a falar de um tempo em que as respostas já deviam ter existido e deviam ter sido tiradas as conclusões, porque é que essas respostas não existem", reiterou, defendendo que há hipótese de se fazer muito mais no setor da Saúde.

E prosseguiu: "O Governo nunca pode dizer que não tem capacidade para dar respostas, porque senão deve-se demitir e deixar que outros que tenham vontade de resolver os problemas tomem essa responsabilidade", vincou. 

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