Líderes populistas e de extrema-direita felicitam Ventura pela passagem à segunda volta

André Ventura, presidente do Chega, vai disputar a segunda volta com António José Seguro, numa segunda volta marcada para 8 de fevereiro.

19 de janeiro de 2026 às 00:44
André Ventura Foto: João Cortesão
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Líderes populistas e de extrema-direita da Europa e do Brasil felicitaram este domingo o candidato André Ventura, apoiado pelo Chega, pela passagem à segunda volta das eleições presidenciais portuguesas.

"Parabéns, André Ventura, por chegar à segunda volta das eleições presidenciais. O povo português enviou uma mensagem clara: os patriotas por toda a Europa estão em ascensão", escreveu o primeiro-ministro húngaro, o populista Viktor Orbán nas redes sociais, numa mensagem em inglês que termina em português: "Força na segunda volta!".

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De França, o presidente da União Nacional (extrema-direita), Jordan Bardella, escreveu na rede X: "Já chega! A esperança cresce para Portugal: parabéns a André Ventura, que se qualifica esta noite para a segunda volta das eleições presidenciais!".

A mensagem de Bardella surge acompanhada por uma fotografia de Ventura durante a campanha, rodeado de apoiantes e com os braços abertos e os dedos erguidos a fazer um "V" de "vitória".

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A líder histórica da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, não escreveu nenhuma mensagem sobre André Ventura ou as presidenciais portuguesas.

O líder da extrema-direita dos Países Baixos, Geert Wilders, publicou na rede X uma fotografia ao lado do candidato português, felicitando-o pelo "fantástico resultado".

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Em Espanha, o líder do partido de extrema-direita Vox, Santiago Abascal, não reagiu aos resultados eleitorais, mas durante o dia tinha escrito que os portugueses tinham este domingo "a oportunidade de eleger André Ventura, contra as políticas do partido único (de socialistas e populares) [referindo-se a PS e PSD], que trazem pobreza e insegurança".

"Em frente, querido André, todo o nosso apoio neste evento histórico", escreveu Abascal.

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É precisamente com uma imagem de Abascal, Ventura e Eduardo Bolsonaro que o filho do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, felicita o candidato português: "Parabéns aos cidadãos portugueses, mesmo os de fora de Portugal que votaram nele e apoiam o partido Chega".

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Outros líderes populistas ou de extrema-direita europeus, como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; os dirigentes da Alternativa para a Alemanha, Alice Weidel e Tino Chrupalla; o primeiro-ministro da Eslováquia, Roberto Fico, ou o líder do partido Reformista do Reino Unido, Nigel Farage, não se pronunciaram sobre as eleições portuguesas.

António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios das eleições.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.

Mais de 11 milhões de eleitores foram este domingo chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de dois mandatos.

A esta eleição concorreram 11 candidatos.

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