Livre formaliza apoio a António José Seguro
Partido considera que candidato presidencial representa respeito pela Constituição.
O Livre formalizou esta quinta-feira o apoio a António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais por considerar que este representa respeito pela Constituição, enquanto a candidatura de André Ventura é um risco para o Estado de Direito democrático.
Em comunicado, o Livre -- que na segunda-feira já tinha aprovado por unanimidade o apoio a António José Seguro e anunciou que ia reunir na quarta-feira a Assembleia do partido, o órgão máximo entre congressos, para fazer a mesma recomendação -- refere que "o país está perante uma escolha entre dois projetos políticos profundamente distintos".
"A candidatura de André Ventura representa um risco sério para o Estado de Direito democrático, pela normalização de discursos de exclusão, pela descredibilização das instituições e pela incompatibilidade com princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa e dos direitos humanos", lê-se no texto.
Já a de António José Seguro, diz o Livre, "apesar das diferenças políticas existentes face ao Livre, apresenta um percurso de respeito pela Constituição da República Portuguesa, pelas instituições democráticas e pelo pluralismo político".
O Livre revela que o seu Grupo de Contacto, o órgão executivo e mais restrito de direção, foi unânime na recomendação do apoio à candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais e pediu a convocação de uma reunião extraordinária da Assembleia para discutir e formalizar esse apoio, tendo também promovido um processo auscultação a todos os membros e apoiantes de modo a melhor informar a deliberação da Assembleia.
O processo teve a participação de cerca de 1.800 membros e apoiantes, 40% dos cerca de 4.500 que o partido tem.
Dos 1.797 que votaram, 1.779 (99%) escolheram "sim" à pergunta sobre se o Livre deveria apoiar a candidatura de António José Seguro na segunda volta, tendo 18 votado "não".
"Após o apoio declarado pelo próprio [candidato presidencial apoiado pelo Livre] Jorge Pinto na noite eleitoral, bem como pelos co-porta-vozes Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares, a recomendação unânime do Grupo de Contacto, e o já mencionado resultado da auscultação aos membros e apoiantes realizada nos dias 20 e 21 de janeiro, a Assembleia decidiu também por unanimidade que o Livre apoiará formalmente a candidatura de António José Seguro na segunda volta da Eleição do Presidente da República de 2026", conclui.
O partido salvaguarda, por fim, que "assume assim este apoio de forma clara, preservando a sua autonomia política e a afirmação dos seus valores fundamentais" e antes não esquece o percurso de Jorge Pinto neste ato eleitoral.
"O Livre apoiou a candidatura de Jorge Pinto à Presidência da República, uma candidatura de coragem, generosidade e consciência do momento político, que afirmou de forma clara um conjunto de valores e propostas coerentes com o projeto político do Livre, nomeadamente a defesa da democracia, dos direitos fundamentais, da justiça social, da transição ecológica e da Constituição da República Portuguesa", lê-se na nota.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
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