Livre questiona Governo sobre condições para votar nas presidenciais em concelhos afetados

Partido defende que é necessário garantir que o ato eleitoral decorre com a "normalidade possível e em segurança".

05 de fevereiro de 2026 às 22:10
Partido Livre Foto: Direitos Reservados
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O Livre questionou, esta quinta-feira, o Governo sobre que medidas está a tomar, em articulação com os municípios afetados pelas tempestades que assolam o país, para garantir condições nos locais de voto para a segunda volta das eleições presidenciais no domingo.

Numa pergunta dirigida à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o grupo parlamentar do Livre argumenta que "atendendo ao estado meteorológico e consequências físicas e emocionais destes fenómenos é compreensível que o ato eleitoral que se avizinha seja impactado e tenha de ser reavaliado, até em termos de capacidade de operacionalização por parte das próprias autarquias".

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Para os deputados do Livre, "é urgente garantir que a segunda volta das eleições presidenciais que se avizinha decorre com a normalidade possível e em segurança".

Neste contexto, o partido quer saber "que medidas está o Governo a tomar, e que articulação está a ser feita com as autarquias afetadas, para garantir que os locais de voto têm todas as condições para o ato eleitoral" e se o executivo tem alguma estratégia em curso para apoiar autarquias e cidadãos, "nomeadamente de comunicação de medidas de segurança, que transmitam confiança para o exercício do direito ao voto".

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) indicou, esta quinta-feira, que a lei "não permite" o adiamento geral das eleições a nível nacional, mas apenas nos municípios que o solicitem, algo que já foi pedido pelas autarquias de Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos, que realizam a segunda volta a 15 de fevereiro e não a 08.

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Numa declaração na residência oficial, o primeiro-ministro afirmou, esta quinta-feira, que o Governo considera que "na esmagadora maioria do país" há condições para se realizar a segunda volta das eleições presidenciais no domingo e fez "um apelo veemente" à participação.

O Livre questionou ainda o ministro das Infraestruturas e Habitação e a ministra da Administração Interna sobre a implementação de um sistema nacional de alerta à população em situações de emergência e catástrofe por 'Cell Broadcast' (difusão celular).

O partido liderado por Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes argumenta que a experiência em Portugal "demonstra que o sistema de envio de alertas por SMS apresenta limitações significativas em situações de emergência", defendendo a difusão celular como uma alternativa que possibilita "o envio quase imediato de mensagens para todos os dispositivos móveis registados nas torres de comunicação de uma determinada área geográfica".

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"Este método assegura rapidez, precisão geográfica e eficácia na difusão de alertas em situações de emergência, sem saturar as redes e garantindo que a população em risco recebe a informação de forma fiável e oportuna", defendem os deputados.

O Livre quer saber que "decisões concretas" é que o Governo já tomou sobre a implementação de um sistema de alerta suportado nesta tecnologia "e qual a data prevista para a sua efetiva entrada em funcionamento, considerando que, no passado, o Ministro das Infraestruturas e Habitação informou que tudo estaria pronto, faltando apenas a assinatura de documentos".

Já sobre o grupo de trabalho que está a dedicar-se à substituição do SIRESP, o Livre questiona o Governo sobre qual a data prevista para a conclusão e entrega do referido estudo.

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Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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