Marcelo, o Presidente dos afetos e das ‘selfies’

Marcelo Rebelo de Sousa prepara-se para abandonar a política ativa e regressar às salas de aula.

18 de janeiro de 2026 às 01:30
Marcelo Rebelo de Sousa, 20º Presidente da República (2016-2026) Foto: Direitos Reservados
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Mais de 11 milhões de eleitores votam este domingo para decidir quem será o 21.º Presidente da República, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa. Uma eleição presidencial histórica, com tudo a indicar que será necessária uma segunda volta, o que só aconteceu em 1986, quando Mário Soares venceu o duelo com Diogo Freitas do Amaral.

Trinta anos depois, em 2016, Marcelo chegou a Belém, sem grandes dificuldades. Em 2021, recandidatou-se e venceu, também, por larga margem. Os dez anos de chefia do Estado ficaram marcados pela proximidade, o que levou a ser chamado de Presidente dos afetos ou das ‘selfies’. Enquanto mais alto magistrado da Nação, foi dos que mais vezes usou a “bomba atómica”, ao dissolver a Assembleia da República por três vezes (2021, 2023 e 2024). Com mais de 160 viagens a 60 países, nenhum outro fez tantas deslocações oficiais como ele.

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Para trás, ficou uma carreira de professor universitário. É licenciado em Direito, mas apaixonado pelo jornalismo, tendo dirigido o ‘Expresso’.Em simultâneo, Marcelo percorreu um caminho político. Esteve envolvido na fundação do PSD (à época PPD) e fez parte de vários Governos. Em 1989, liderou a lista ‘laranja’ à Câmara de Lisboa, tendo perdido para Jorge Sampaio. Em 1996, assumiu a liderança do PSD, mas ficou-se pela oposição ao Governo.

De regresso à informação, popularizou-se enquanto comentador televisivo, atividade que deixou para concorrer à Presidência da República.

Aos 77 anos, Marcelo Rebelo de Sousa prepara-se para abandonar Belém, mas com planos já em vista para regressar ao ensino.Em 2028, vai ser professor convidado numa universidade da Califórnia, nos EUA.

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