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Caso Epstein: Investigação ao 'Rancho Playboy' é reaberta

Há uma denúncia que diz que duas meninas foram estranguladas e enterradas na propriedade do pedófilo no Novo México, a mando do próprio.

05 de março de 2026 às 01:30

O caso Epstein não pára de ganhar contornos cada vez mais macabros. Agora é a sua antiga herdade no estado do Novo México - o Rancho Zorro - que está ser investigado e que, segundo dizem, esconde segredos repugnantes sobre o passado perverso do pedófilo.

Conhecida pelos habitantes locais como o ‘Rancho Playboy’, a propriedade foi ignorada durante toda a investigação, apesar de ser alvo de várias denúncias. Contudo, os ficheiros recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA voltaram a virar as atenções para a enorme propriedade de mais de três mil hectares, localizada a cerca de 50 quilómetros de Santa Fé, que aparece referida mais de sete mil vezes nos documentos.

Entre as alegações mais chocantes está uma denúncia, supostamente feita por uma ex-funcionária, de que duas meninas foram “estranguladas durante relações sexuais violentas” e enterradas no terreno, a mando de Jeffrey Epstein. Uma outra queixa, apresentada ao FBI, alega que as cabanas do rancho eram usadas “para transmitir doenças sexualmente transmissíveis às vítimas de abuso sexual”, como forma de chantagem. Diz ainda que “uma das vítimas foi violada várias vezes e ficou grávida.”

O ex-procurador-geral do Novo México disse ao The Sun que a “negligência” dos investigadores pode ter arruinado a oportunidade de descobrir provas cruciais que se perderam ou foram destruídas nos anos seguintes. “Rapidez e recursos são absolutamente necessários em casos de abuso sexual”, afirmou Hector Balderas, que investigou o rancho entre 2015 e 2023, quando o seu trabalho foi interrompido a pedido de procuradores federais em Nova Iorque. Desde então, a propriedade foi vendida, Epstein morreu e uma de suas vítimas mais notórias, Virginia Giuffre, que visitou o rancho, suicidou-se.

Propriedade de luxo no deserto

Epstein comprou o Rancho Zorro à família do ex-governador Bruce King, em 1993, onde construiu uma mansão de 3 mil metros quadrados, um pequeno aeródromo e heliporto. No mesmo ano, arrendou cerca de 500 hectares de terras à volta da propriedade, que pertenciam ao Estado. O acordo foi anulado em setembro de 2019, quando a Comissão de Terras do Estado do Novo México determinou que Epstein usava a área para fins pessoais e não para pecuária ou agricultura. O rancho agora pertence a Don Huffines, ex-senador do Texas, que comprou a propriedade em 2023, com a garantia de que o valor da venda seria entregue às vítimas do traficante sexual, que morreu em 2019.

Pedófilo - sem registo

Balderas diz que o rancho do Novo México era o local perfeito para Epstein cometer os seus crimes, por ser isolado. Além disso, as leis do estado não obrigavam o pedófilo a registar-se como agressor sexual, mesmo após ser condenado em 2008.

Celeiro “suspeito”

O jornal The Sun noticiou que um ex-agente da polícia disse ao FBI que Epstein tinha construído no rancho um celeiro “suspeito” que, segundo ele, escondia um incinerador.

Giuffre - denúncia

Virginia Giuffre, que partilhou fotos suas no rancho num documento judicial de 2015, disse que Epstein a traficava para homens poderosos que se hospedavam na propriedade.

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