Correio da Manhã
JornalistaJosé Luís Carneiro fala no 25 de Abril como "mais do que uma Revolução" - "um sobressalto moral"
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, começou por discursar com uma alusão a Manuel Alegre: "Foram dias, foram anos a esperar por um só dia". "O 25 de abril foi mais do que uma Revolução, foi um sobressalto moral", referiu Carneiro, que também recordou as vidas perdidas numa "guerra colonial sem sentido e contrária ao princípio da autodeterminação dos povos". "A solução tinha de ser política e nunca militar", referiu o secretário-geral, que falou em "teimosia colonialista".
"Portugal apresentou-se ao mundo como um Estado de direito democrático", apontou Carneiro, que recordou o projeto europeu liderado por Mário Soares e pelo PS. "Devemos estar sempre do lado do direito internacional da carta das Nações Unidas", disse.
Carneiro falou ainda na falta de respostas na Saúde e apontou que a justiça social é um valor de todos os dias, sem deixar de referir a necessidade de crescimento económico e da "habitação digna para as famílias".
O secretário-geral finalizou o discurso invocando Salgueiro Maia e afirmando um "compromisso com o futuro para o bem de todos". "A liberdade não se oferece, conquista-se".
Mariana Leitão , da IL: "Abril não se fez para que nada mudasse"
Rui Tavares pediu para não se ter "medo da história" e recordou como se chegou ao regime do Estado Novo
João Almeida do CDS aponta as "visões alternativas" no celebrar de Abril e inclui no discurso o 25 de Novembro
"O 25 de abril fez se para que não houvesse pensamento oficial nem donos do regime", começou por dizer o deputado do CDS, João Almeida, durante o discurso na sessão solene do Parlamento. João Almeida incluiu a data do 25 de Novembro durante a intervenção, questionando o porquê de alguns deputados terem medo de celebrá-la.
João Almeida falou nas "visões alternativas e opostas" que se juntam no celebrar de Abril e frisou a crítica aos governos de esquerda.
Alfredo Maia descreve o País antes do 25 de Abril e reafirma o "compromisso com os valores da Revolução inapagável"
"O País estava submetido a uma ditadura fascista que alguns ainda invocam": Alfredo Maia discursou pelo PCP e recordou um Portugal "pobre e numa repressão" antes da Revolução de Abril. Num discurso onde começou por saudar os capitães de Abril, Alfredo Maia prestou ainda homenagem aos combatentes dos movimentos de libertação das colónias e às vítimas da Guerra Colonial Portuguesa. Alfredo Maia lembrou ainda "as milhões de pessoas vítimas da PIDE" e apontou a "justiça, liberdade, democracia e paz", como um rumo que é preciso tomar.
"52 anos após a madrugada de Abril, reafirmarmos o compromisso com os valores dessa revolução inapagável e com um projeto que anunciou um Portugal mais justo", referiu.
Fabian Figueiredo, deputado do BE: "O 25 de Abril não é um museu de boas intenções, é uma oficina viva"
O deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, começou o discurso referindo que "a democracia tem uma caraterística difícil para os impacientes - obriga-nos a ouvir pessoas com as quais discordamos". Numa alusão à "gritaria constante" durante as sessões no Parlamento, Fabian Figueiredo aponta que a Assembleia da República "não pode ser um espelho para as piores soluções".
"O 25 de Abril não é um museu de boas intenções, é uma oficina viva", disse, depois de ter apontado que o País tem muitos problemas, "mas nenhum deles é a liberdade".
Inês Sousa Real pede uma "sociedade progressista" e que se questione se a "promessa de Abril" está a ser cumprida
A deputada eleita pelo PAN, Inês Sousa Real, discursou no Parlamento e pediu uma "sociedade progressista" e que se se questione se a "promessa de Abril" está a ser cumprida. "É tempo de escolher o futuro que queremos", referiu Inês Sousa Real, que apontou a "violência e sofrimento" que ainda existe na sociedade portuguesa. Num discurso em que fez alusão a Natália Correia, a deputada do PAN referiu ainda o populismo e as ameaças à democracia.
"A liberdade é uma construção diária": Deputado único do JPP fala em esperança e aprendizagem com o passado
O deputado único do JPP foi o primeiro a tomar a palavra no início da sessão que assinala os 52 anos do 25 de Abril. "Há datas que não pertencem ao calendário, pertencem a um povo", afirmou.
"Quando invocamos os 52 anos desse tempo, não o fazemos por nostalgia mas por gratidão, pelos que acreditaram que Portugal poderia ser mais justo. A liberdade é uma construção diária", afirmou Filipe Sousa.
António José Seguro chega ao Parlamento
O Presidente da República, António José Seguro, já chegou ao Parlamento e foi recebido por honras militares. Seguro recebeu as honras militares junto ao estandarte nacional, acompanhado de José Pedro Aguiar Branco. Seguiu-se o hino nacional.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.