Cristiana Matos Reis
JornalistaAndreia Churra Pereira
Jornalista"O povo é quem mais ordena": ouve-se na AR a 'Grândola, Vila Morena' pela voz dos Capitães de Abril
No final da sessão solene na Assembleia da República, ouviu-se a 'Grândola, Vila Morena', pela voz dos capitães de Abril, após o discurso de encerramento feito pelo Presidente da República, António José Seguro.
Encerra a sessão na Assembleia da República com o Hino Nacional
Presidente da República: "Tornar públicos os donativos é um compromisso pela ética e respeito pelos portugueses"
António José Seguro, discursou pela primeira vez na sessão solene do assinalar do 25 de Abril enquanto Presidente da República. O Presidente da República utilizou o discurso para realçar a necessidade da transparência dos políticos: "Tornar públicos os donativos é um compromisso pela ética e respeito pelos portugueses", referiu.
Seguro apontou que não irá "aceitar em silêncio" que os jovens não encontrem em Portugal o lugar onde querem construir as suas vidas. Num momento onde falou diretamente para os jovens portugueses, Seguro pediu que não se afastassem da política e apelou para que "estejam atentos" e denunciarem direitos humanos violados e a restrição da liberdade.
"Não sejam espetadores da democracia. Cada geração tem o seu teste, este é o vosso", alertou Seguro, pedindo que não se tratasse a liberdade como garantida.
No primeiro discurso enquanto Presidente da República na sessão do 25 de Abril, Seguro falou ainda na inteligência artificial e na desinformação.
"O problema pode estar em nós, políticos": Aguiar-Branco reflete sobre o "presente e futuro" da Democracia
Num discurso sobre "o presente e o futuro" da Democracia, José Pedro Aguiar-Branco lembrou os "sucessivos chavões" que circulam sobre a classe política e realçou a crítica "à presunção de culpabilidade de todos os políticos". "Somos culpados até prova em contrário", disse, afirmando que o resultado se torna numa "política a conversar sobre si mesmas".
O presidente da Assembleia da República diz que acredita que o 25 de Abril "não deve perder-se em debates do passado", mas sim sobre o Futuro, pedindo que se reflita que o serviço público deve apostar na atração dos mais jovens para a participação na vida política. "Os remédios populistas não abrem a política, fecham-na. Os remédios populistas não popularizam a política, fazem-na mais elitista", avisou José Pedro Aguiar-Branco no discurso que proferiu na sessão solene do 25 de Abril no parlamento e que antecedeu o do chefe de Estado, António José Seguro.
Uma intervenção em que criticou a legislação sobre incompatibilidades e impedimentos aplicadas aos titulares de cargos políticos, sobretudo de deputados, que foi aplaudida sobretudo pelas bancadas do PSD e Iniciativa Liberal, mas que mereceu o protesto do vice-presidente da bancada socialista Pedro Delgado Alves: Levantou-se de costas após o fim do discurso do presidente da Assembleia da República.
PSD defende que cumprir Abril "é dizer não" aos populismos de "direita e de esquerda"
O líder parlamentar do PSD defendeu hoje que cumprir Abril "é dizer não aos populismos de direita e de esquerda" e assumir o espaço político da moderação, em que situou a maioria que suporta o atual Governo.
Na sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974 no parlamento, Hugo Soares saudou a coragem dos que fizeram a Revolução e citou o histórico socialista Manuel Alegre -- "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não" -- para reclamar atualmente essa coragem.
"Hoje somos nós a dizer não. Dizer não aos populismos. De direita e de esquerda. Dizer não ao radicalismo. Venha de onde vier", afirmou.
O líder parlamentar do PSD apontou que, no atual parlamento escolhido pelo povo -- "que é sempre quem mais ordena" -- em que existe "uma esquerda cada vez mais preconceituosa e uma direita cada vez mais radicalizada, o humanismo transformador, o humanismo transformador está mesmo na moderação".
"Na nossa moderação. Porque moderação também é cumprir Abril, a nossa moderação é para cumprir abril", defendeu.
Hugo Soares, que falou imediatamente a seguir a André Ventura, fez uma referência implícita aos cravos verdes com que os deputados do Chega se apresentaram na sessão.
"Abril não é dos cravos verdes nem dos cravos vermelhos, Abril é da bandeira de Portugal, é de Portugal", disse.
Hugo Soares defendeu que hoje são necessárias "novas formas de coragem": "Hoje como antes, a coragem não está em aderir ao pensamento dominante. Hoje como antes, não está em acompanhar modas ou tendências. Hoje, a coragem está em enfrentar os extremismos, a demagogia e os divisionismos", considerou.
Para o dirigente do PSD, "o democrata pleno é o que festeja o 25 Abril, e celebra, sem dúvidas, o 25 de Novembro", é o que "saúda e agradece aos capitães de Abril, mas não esquece a memória de Pires Veloso e Jaime Neves".
Lusa
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André Ventura: "Não é o dia em que se celebram os capitães de um [determinado] mês"
O líder do Chega, André Ventura, começou o discurso ao referir que celebra um dia "que será ou seria de liberdade". "Não é o dia dos capitães de Abril, mas de todos os meses", referiu André Ventura, que recordou que uma "parte da história do País são os que partiram", numa alusão aos emigrantes, e explicando a referência ao cravo verde levado pela bancada do Chega para a sessão no Parlamento.
André Ventura apontou as "reformas miseráveis dos pensionistas" e voltou a falar na corrupção. Ventura referiu ainda "uma direita grande que não vai desistir da Liberdade". O líder do Chega falou ainda sobre a reforma laboral e do Estado durante o discurso, frisando que não vai aceitar que estas "sejam facilitadoras da corrupção".
José Luís Carneiro fala no 25 de Abril como "mais do que uma Revolução" - "um sobressalto moral"
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, começou por discursar com uma alusão a Manuel Alegre: "Foram dias, foram anos a esperar por um só dia". "O 25 de abril foi mais do que uma Revolução, foi um sobressalto moral", referiu Carneiro, que também recordou as vidas perdidas numa "guerra colonial sem sentido e contrária ao princípio da autodeterminação dos povos". "A solução tinha de ser política e nunca militar", referiu o secretário-geral, que falou em "teimosia colonialista".
"Portugal apresentou-se ao mundo como um Estado de direito democrático", apontou Carneiro, que recordou o projeto europeu liderado por Mário Soares e pelo PS. "Devemos estar sempre do lado do direito internacional da carta das Nações Unidas", disse.
Carneiro falou ainda na falta de respostas na Saúde e apontou que a justiça social é um valor de todos os dias, sem deixar de referir a necessidade de crescimento económico e da "habitação digna para as famílias".
O secretário-geral finalizou o discurso invocando Salgueiro Maia e afirmando um "compromisso com o futuro para o bem de todos". "A liberdade não se oferece, conquista-se".
Mariana Leitão , da IL: "Abril não se fez para que nada mudasse"
Rui Tavares pediu para não se ter "medo da história" e recordou como se chegou ao regime do Estado Novo
João Almeida do CDS aponta as "visões alternativas" no celebrar de Abril e inclui no discurso o 25 de Novembro
"O 25 de abril fez se para que não houvesse pensamento oficial nem donos do regime", começou por dizer o deputado do CDS, João Almeida, durante o discurso na sessão solene do Parlamento. João Almeida incluiu a data do 25 de Novembro durante a intervenção, questionando o porquê de alguns deputados terem medo de celebrá-la.
João Almeida falou nas "visões alternativas e opostas" que se juntam no celebrar de Abril e frisou a crítica aos governos de esquerda.
Alfredo Maia descreve o País antes do 25 de Abril e reafirma o "compromisso com os valores da Revolução inapagável"
"O País estava submetido a uma ditadura fascista que alguns ainda invocam": Alfredo Maia discursou pelo PCP e recordou um Portugal "pobre e numa repressão" antes da Revolução de Abril. Num discurso onde começou por saudar os capitães de Abril, Alfredo Maia prestou ainda homenagem aos combatentes dos movimentos de libertação das colónias e às vítimas da Guerra Colonial Portuguesa. Alfredo Maia lembrou ainda "as milhões de pessoas vítimas da PIDE" e apontou a "justiça, liberdade, democracia e paz", como um rumo que é preciso tomar.
"52 anos após a madrugada de Abril, reafirmarmos o compromisso com os valores dessa revolução inapagável e com um projeto que anunciou um Portugal mais justo", referiu.
Fabian Figueiredo, deputado do BE: "O 25 de Abril não é um museu de boas intenções, é uma oficina viva"
O deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, começou o discurso referindo que "a democracia tem uma caraterística difícil para os impacientes - obriga-nos a ouvir pessoas com as quais discordamos". Numa alusão à "gritaria constante" durante as sessões no Parlamento, Fabian Figueiredo aponta que a Assembleia da República "não pode ser um espelho para as piores soluções".
"O 25 de Abril não é um museu de boas intenções, é uma oficina viva", disse, depois de ter apontado que o País tem muitos problemas, "mas nenhum deles é a liberdade".
Inês Sousa Real pede uma "sociedade progressista" e que se questione se a "promessa de Abril" está a ser cumprida
A deputada eleita pelo PAN, Inês Sousa Real, discursou no Parlamento e pediu uma "sociedade progressista" e que se se questione se a "promessa de Abril" está a ser cumprida. "É tempo de escolher o futuro que queremos", referiu Inês Sousa Real, que apontou a "violência e sofrimento" que ainda existe na sociedade portuguesa. Num discurso em que fez alusão a Natália Correia, a deputada do PAN referiu ainda o populismo e as ameaças à democracia.
"A liberdade é uma construção diária": Deputado único do JPP fala em esperança e aprendizagem com o passado
O deputado único do JPP foi o primeiro a tomar a palavra no início da sessão que assinala os 52 anos do 25 de Abril. "Há datas que não pertencem ao calendário, pertencem a um povo", afirmou.
"Quando invocamos os 52 anos desse tempo, não o fazemos por nostalgia mas por gratidão, pelos que acreditaram que Portugal poderia ser mais justo. A liberdade é uma construção diária", afirmou Filipe Sousa.
António José Seguro chega ao Parlamento
O Presidente da República, António José Seguro, já chegou ao Parlamento e foi recebido por honras militares. Seguro recebeu as honras militares junto ao estandarte nacional, acompanhado de José Pedro Aguiar Branco. Seguiu-se o hino nacional.
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