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França em chamas: 240 casas destruídas, dezenas de bombeiros feridos, comboios cancelados e estradas cortadas

Autarca de Gironda, Sophie Brocas, classificou o incêndio como um fenómeno "imprevisível e inevitável" e pediu para que o turistas não viagem para a região de Bordéus "até que a situação esteja controlada".

26 de julho de 2026 às 17:21
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Incêndios em França não dão tréguas: mais de 100 mil pessoas desalojadas em Bordéus

Os incêndios que têm assolado a região de Gironda, no sudoeste de França, nos últimos dias, já destruíram 240 habitações. Foram registados 75 bombeiros feridos e as viagens de comboio para Gironda e Landes (outra zona afetada), estão canceladas até esta segunda-feira, 27 de julho. A autarquia de Gironda esclareceu que a autoestrada A63, entre Bordéus e Espanha, foi encerrada num troço de 60 quilómetros.

A proximidade das chamas da cidade de Bordéus tem preocupado as autoridades, uma vez que o fogo lavra numa área florestal a pouco mais de 15 quilómetros da cidade francesa. Fábricas de mísseis e pólvoras e centros de investigação nuclear estão permanentemente em vigilância, anunciou o ministério das Forças Armadas de França, citado pelo periódico BFM. 

Face à gravidade da situação, além dos meios aéreos que estão a combater as chamas, o avião militar A400M para lançar retardante sobre o fogo, acionado este sábado, continua a auxiliar no combate às chamas. 

França ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e foram enviados para o país três meios aéreos para ajuda no combate às chamas. Portugal enviou também duas aeronaves e uma equipa de sete elementos para auxiliar no combate.

A autarca de Gironda, Sophie Brocas, classificou o incêndio como um fenómeno "imprevisível e inevitável" e pediu para que o turistas não viagem para a região de Bordéus "até que a situação esteja controlada".

Na noite deste sábado, um total de 1500 militares foram mobilizados para "proteger bens e pessoas", anunciou o ministério das Forças Armadas francês, em comunicado. No que diz respeito ao apoio direto à população, o serviço de saúde anunciou o reforço de 11 equipas médicas.

Além dos militares, estão no terreno 2500 bombeiros e 1200 polícias. O incêndio já queimou 42 mil hectares. Até ao momento, não há registo de vítimas mortais.

Durante a madrugada deste domingo, 55 mil pessoas foram retiradas das suas habitações, elevando o total de desalojados para 220 mil, só no sudoeste francês. 

Os ventos fortes alimentaram as chamas durante a noite, acelerando a propagação do incêndio, que está fora de controlo desde meados da semana, segundo um comunicado das autoridades.

Três homens foram detidos este sábado sob acusações relacionadas com o atear de incêndios na região de Gironda. Dois deles, com 19 e 21 anos, estão acusados de terem lançado fogos de artifício na direção da autoestrada e de um complexo desportivo. A polícia francesa deteve também um homem suspeito de assaltar uma habitação evacuada em Gironda.

Na região de Var, junto a Marselha, um outro incêndio lavra com intensidade. As chamas já consumiram mais de 4500 hectares e já foram mobilizados mais de mil operacionais. 

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