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Artigo exclusivo

Informático burla com computadores do Governo

Usou credenciais do Instituto de Registos e Notariado para aceder a dados pessoais e bancários. Vítimas não foram escolhidas ao acaso. Campeão de ralis foi apanhado no esquema porque a mulher do arguido gostava de o ver na TV.

27 de julho de 2026 às 01:30

Noventa e dois crimes de burla qualificada, falsidade informática e acesso ilegítimo valeram a Bruno Sousa uma pena de nove anos e meio de cadeia, já confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça. O técnico informático do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), sob tutela do Ministério da Justiça, usou, durante dois anos, credenciais do Instituto de Registos e Notariado (IRN) para aceder a dados pessoais e posteriormente bancários. Nos casos mais graves fez levantamentos de milhares de euros, noutros casos usou os dados para fazer empréstimos sem o consentimento dos lesados. Houve ainda situações em que Bruno Sousa acedeu e alterou dados pessoais, mas não terá conseguido obter qualquer vantagem económica. Exemplo disso foi a tentativa de burla a Bernardo Sousa, conhecido piloto de ralis e marido da influencer Bruna Gomes, que participou no programa Big Brother Famosos da TVI. O piloto não se deixou enganar. 

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