Paulo Raimundo apela "ao voto necessário" em António José Seguro

Aos militantes Paulo Raimundo explicou que votar em António José Seguro "não significa apoiar" porque "conhece bem o seu pensamento" mas sim rejeitar o candidato André Ventura.

31 de janeiro de 2026 às 22:34
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP Foto: TIAGO CANHOTO /LUSA
Partilhar

O secretário-geral do PCP apelou este sábado ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, não por considerar que representa a esquerda, mas por entender ser o voto necessário para derrotar André Ventura.

"É necessário derrotar a sua candidatura e o único voto para contribuir para este objetivo, não há dois, nem há três, só há um. Com mais ou menos entusiasmo, a única hipótese que temos é votar em António José Seguro", disse Paulo Raimundo durante um comício em Almada, no distrito de Setúbal, intitulado "Outro Rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças".

Pub

O líder comunista explicou que existem duas coisas certas na segunda volta das presidenciais: "Não vai ser ainda possível afastar da Presidência da República alguém com compromissos claros com a política de direita, mas também é certo que isto não significa que o desfecho das eleições nos seja indiferente, bem pelo contrário, e é preciso de facto intervir, com força, sem hesitações, com a certeza que temos a razão, de intervir para derrotar André Ventura e as suas ambições e os seus projetos retrógrados, reacionários e em profundo confronto diário com a Constituição da República".

Aos militantes Paulo Raimundo explicou que votar em António José Seguro "não significa apoiar" porque "conhece bem o seu pensamento" mas sim rejeitar o candidato André Ventura que diz ser um instrumento nas mãos de forças reacionárias.

Para o líder comunista, André Ventura é a candidatura da mentira, da intolerância, da hipocrisia, do retrocesso e do passado.

Pub

"Não é apenas derrotar Ventura, é derrotar o projeto que lhe está entregue, o projeto reacionário, o projeto antidemocrático, o projeto que quer abrir um novo rumo de retrocesso para o nosso país. É isto que está em causa", sustentou.

O secretário-geral do PCP vincou ainda que nesta segunda volta das eleições presidenciais não existe um confronto entre a esquerda e a direita porque, explicou, para que tal fosse possível era preciso que estivesse um candidato de esquerda, ou seja, Antonio Filipe, apoiado pelo PCP na primeira volta das eleições.

"Não desvalorizemos a segunda volta", alertou apelando a que ninguém fique em casa.

Pub

António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS, e agora também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

Pub

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar