Seguro afasta euforias das sondagens e pede votos dos democratas

Candidato apoiado pelo PS voltou a apelar à concentração de votos no seu nome, considerando importante estar na segunda volta por ser "o único candidato moderado" que tem condições de lá chegar.

13 de janeiro de 2026 às 14:38
António José Seguro Foto: José Coelho/Lusa
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O candidato presidencial António José Seguro travou esta terça-feira euforias dos seus apoiantes porque as sondagens não ganham eleições e apelou ao "voto dos democratas", saudando os apoios da líder do PAN e do presidente do PS.

"Eu não sei os resultados dessa sondagem. Aquilo que eu digo é que quem ganha eleições são os votos dos portugueses, não são as sondagens e por isso apelo sistematicamente às pessoas para não entrarem em euforias com as sondagens que me dão uma vitória", respondeu aos jornalistas Seguro, durante uma ação de campanha no Seixal, distrito de Setúbal.

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O candidato apoiado pelo PS voltou a apelar à concentração de votos no seu nome, considerando importante estar na segunda volta por ser "o único candidato moderado" que tem condições de lá chegar. 

"E porquê é que a moderação é importante? Porque nós estamos fartos de radicalismo, de extremismos. Nós precisamos de apelar a todos os democratas para que concentrem o voto na minha candidatura e para que eu possa ser eleito Presidente da República", disse. 

Sobre o apoio que recebeu, a título pessoal, da líder do PAN, Inês de Sousa Real, Seguro disse que todos os apoios são "muito importantes". 

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"E como têm reparado, todos os dias somam muitos apoios a esta candidatura. Uns à esquerda, outros ao centro, outros à direita. E é isso que corresponde à natureza da minha candidatura. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses", apontou. 

Sobre se também estava entusiasmado com o apoio de Carlos César, presidente do PS, o ex-líder socialista reiterou que "todos os apoios são bem-vindos e são importantes". 

"Eu não faço discriminação absolutamente nenhuma entre os portugueses, bem pelo contrário. Eu quero somar", enfatizou. 

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"Para mim, não há portugueses de primeira nem portugueses de segunda. E, portanto, eu recebo todos os votos e eu quero estar nessa segunda volta. Este é um cenário que eu não coloco", respondeu, quando questionado sobre quem excluiria apoiar numa segunda volta. 

Seguro afirmou que alia "experiência e competência" e prometeu que será "um presidente confiável".  

"É uma campanha difícil porque os problemas dos portugueses são difíceis", disse. 

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