Líder do PS defende que este é o candidato que garante a defesa da Constituição.
O secretário-geral socialista disse esta segunda-feira que votar em António José Seguro também significa "equilibrar os pratos da balança" num sistema "desequilibrado para a direita" e defendeu que este é o candidato que garante a defesa da Constituição.
"A direita tem maioria nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, tem maioria nas autarquias, tem maioria na Assembleia da República, tem maioria no Governo e, portanto, é fundamental equilibrar os pratos da balança e quem pode ser o fiel da balança é o António José Seguro", disse José Luís Carneiro.
O líder do PS, que falava aos jornalistas em Fafe (distrito de Braga) depois de ter estado à conversa com dezenas de alunos de uma escola profissional local sobre literacia financeira, disse que "António José Seguro tem qualidades humanas, qualidades cívicas, qualidades políticas que são anteriores e estão para além do PS", mostrando-se esperançoso de que o país reconheça nele "o bom senso, o equilíbrio, a ponderação que é fundamental nesta fase em que o país está a viver".
"Tem a capacidade para responder a uma questão central porque o sistema político está hoje desequilibrado para a direita", disse Carneiro.
Num apelo para que se mobilizem para as eleições presidenciais de domingo, o secretário-geral do PS disse que esta não é uma eleição qualquer, sendo "talvez das eleições mais importantes desde as primeiras eleições democráticas" por causa da Constituição.
"Há um [candidato] que quer destruir a Constituição. Há outro que fala mal dos partidos, mas todos os dias está à procura de apoios nos partidos e até nalguns que romperam com os partidos por más razões. Há outro ainda que diz que dá instruções ao Governo, ou seja, dá respaldo político ao Governo, desde que o Governo cumpra a sua vontade e, portanto, com isto está a ir contra o princípio da separação de poderes", descreveu, sendo objetivo na conclusão de que só Seguro "garante a defesa da Constituição".
"Há um candidato que garante a defesa da Constituição, a salvaguarda dos valores constitucionais. Quem quer um Estado em que a economia cresce, cria riqueza, cria emprego, mas simultaneamente um Estado que também é justo do ponto de vista social, com escola pública, com saúde pública, com proteção na doença, com proteção na invalidez, com proteção na velhice, quem quer esse Estado, só tem um candidato em condições de ir à segunda volta. Esse candidato que está em condições de ir à segunda volta e que salvaguarda esses valores é o António José Seguro", concluiu.
As eleições presidenciais estão marcadas para domingo.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
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