Seguro alerta para "inimigos da democracia"

Candidato socialista não quer regresso ao "mundo velho" após as eleições

12 de janeiro de 2026 às 01:30
Seguro esteve em Matosinhos Foto: José Coelho/Lusa
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António José Seguro teve uma receção em grande no mercado de Angeiras, em Matosinhos. O candidato à Presidência da República parou em diversas bancas para ouvir os problemas dos populares, mas recusou comentar a afirmação de Paulo Rangel, que disse na véspera que um voto em Seguro é "um voto em branco": "E sobre a situação dos portugueses na Venezuela, o ministro disse alguma coisa?", questionou, afirmando que o que realmente o preocupa é "o que o Estado português está a fazer" em relação a essa situação.

Saiu com uma flor na mão que lhe foi entregue por uma senhora no mercado e rumou a Aveiro, onde tinha um almoço. No seu discurso, o candidato apoiado pelo PS alertou para "uma democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina" que permite que os "inimigos da democracia"  que prometem um "mundo novo" se aproveitem, caucionando para a possibilidade de, no dia 19 de janeiro, haver um "regresso ao mundo velho".

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Chovia em Aveiro, mas isso não impediu Seguro de fazer o que já estava planeado: ir até ao Largo da capela de São Gonçalinho, de onde eram atiradas cavacas, tal como manda a tradição. O candidato passou, mas não chegou perto. Nas suas palavras, "há uma diferença entre coragem e loucura e eu serei um presidente corajoso". Pelo caminho fez várias paragens, conversou com populares e mais do que uma vez brindou "a Portugal".

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