Seguro alerta para "inimigos da democracia"
Candidato socialista não quer regresso ao "mundo velho" após as eleições
António José Seguro teve uma receção em grande no mercado de Angeiras, em Matosinhos. O candidato à Presidência da República parou em diversas bancas para ouvir os problemas dos populares, mas recusou comentar a afirmação de Paulo Rangel, que disse na véspera que um voto em Seguro é "um voto em branco": "E sobre a situação dos portugueses na Venezuela, o ministro disse alguma coisa?", questionou, afirmando que o que realmente o preocupa é "o que o Estado português está a fazer" em relação a essa situação.
Saiu com uma flor na mão que lhe foi entregue por uma senhora no mercado e rumou a Aveiro, onde tinha um almoço. No seu discurso, o candidato apoiado pelo PS alertou para "uma democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina" que permite que os "inimigos da democracia" que prometem um "mundo novo" se aproveitem, caucionando para a possibilidade de, no dia 19 de janeiro, haver um "regresso ao mundo velho".
Chovia em Aveiro, mas isso não impediu Seguro de fazer o que já estava planeado: ir até ao Largo da capela de São Gonçalinho, de onde eram atiradas cavacas, tal como manda a tradição. O candidato passou, mas não chegou perto. Nas suas palavras, "há uma diferença entre coragem e loucura e eu serei um presidente corajoso". Pelo caminho fez várias paragens, conversou com populares e mais do que uma vez brindou "a Portugal".
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