Seguro e Ventura divergem na análise aos apoios anunciados pelo Governo para o mau tempo
Campanha para a segunda volta das eleições presidenciais de domingo continua a ser marcada pela passagem da depressão Kristin por Portugal Continental.
Os apoios anunciados este domingo pelo Governo para colmatar os estragos causados pela depressão Kristin marcaram a campanha com António José Seguro a considerar que vão "na direção certa" e André Ventura a falar num "falhanço total".
A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais de domingo continua a ser marcada pela passagem da depressão Kristin por Portugal Continental, na quarta-feira, o que levou o Governo PSD/CDS-PP a anunciar este domingo um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.
Reagindo a este anúncio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o candidato presidencial António José Seguro, apoiado pelo PS, disse que as medidas anunciadas "vão na direção certa", defendendo que o importante é que cheguem rapidamente e sem burocracia às pessoas e empresas.
"Em primeiro lugar, parece-me que as medidas que hoje o primeiro-ministro anunciou vão na direção certa. O que é importante é que cheguem o mais rapidamente às pessoas, às empresas e às famílias que estão em dificuldades. Nós conhecemos a tradicional burocracia do Estado, não pode haver burocracia aqui", respondeu Seguro aos jornalistas, no final de um comício em Gouveia, no distrito da Guarda.
O candidato mais votado na primeira volta das presidenciais recordou que "as pessoas estão a viver um momento de aflição".
Por seu lado, o candidato presidencial André Ventura afirmou que a resposta e o programa de apoios do Governo para as zonas afetadas pela intempérie é um "falhanço em toda a linha", acusando o executivo de "gozar com as pessoas", quer no trabalho de prevenção, quer na demora para a mobilização de militares, quer nos apoios.
Além disso, e em dia de voto antecipado, António José Seguro avisou ainda que "quanto mais votos tiver, mais força política tem para fazer com que os partidos, o Governo e o parlamento façam aquilo que devem, que é contribuir, dentro daquilo que são os seus projetos, para resolver os problemas dos portugueses".
Rejeitando traçar uma meta concreta em termos de percentagem de votos, o candidato pediu apenas "o maior número" possível.
E, quanto a votos, o ex-secretário-geral do PS recebeu este domingo o apoio do antigo presidente da Assembleia da República e presidente honorário do PSD/Açores, Mota Amaral, e do antigo vice-presidente do CDS-PP António Pires de Lima.
Já André Ventura confessou que, neste momento, a sua preocupação não são os votos, mas que as pessoas afetadas pelo mau tempo tenham teto, comida, água e luz.
"Os votos ficarão para depois, agora nós temos que garantir às pessoas os bens essenciais", defendeu.
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