UGT espera que Seguro seja "voz ativa" na defesa dos trabalhadores

Sindical saúda eleição do socialista, e diz que a sua atuação será essencial para garantir a estabilidade e colocar "os trabalhadores no centro das políticas públicas".

10 de fevereiro de 2026 às 17:54
UGT pede a Seguro que defenda a "dignidade de quem trabalha Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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A UGT instou esta terça-feira o novo Presidente da República, António José Seguro, a reforçar o setor social e a ser uma "voz ativa" na defesa dos direitos dos trabalhadores.

"Acreditamos que a experiência e a sensibilidade política de António José Seguro serão fundamentais para garantir a estabilidade necessária ao progresso do país", afirma a central sindical liderada por Mário Mourão, num comunicado no qual começa por saudar a eleição do antigo secretário-geral do PS como Presidente da República.

A UGT considera "imperativo" que o "sucesso de Portugal não seja medido estritamente por indicadores macroeconómicos" e insta o novo Chefe de Estado a reforçar o papel do setor social, "colocando os trabalhadores no centro das políticas públicas e combatendo as desigualdades estruturais".

Ao mesmo tempo, pede a Seguro que defenda a "dignidade de quem trabalha, através de melhores salários e do respeito pela negociação coletiva, promovendo ambientes de trabalho seguros, modernos e que permitam a conciliação efetiva entre a vida profissional e familiar".

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Numa altura em que o país enfrenta "desafios complexos", nomeadamente nas áreas da demografia, habitação e transição digital, a UGT espera ainda que o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa "seja uma voz ativa na defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses", de modo a garantir que "o desenvolvimento económico se traduza, de forma justa, na melhoria real da qualidade de vida de todos os cidadãos".

Na mesma nota, a central sindical "reafirma total disponibilidade" para colaborar com o novo Presidente da República "na construção de um Portugal mais próspero, mais solidário e socialmente mais justo".

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António José Seguro foi eleito domingo Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias, de oito municípios.

André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.

O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.

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A tomada de posse do novo chefe de Estado realiza-se a 09 de março.

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