Kiari Flores é um dos dez detidos na sequência de episódio de violência. Em causa está uma tentativa de homicídio.
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Em abril, Kiari Flores lançava na Benfica FM o novo hino do clube. Uma música feita em conjunto com o pai, o músico Paulo Flores, e que recriou a popular canção dos No Name Boys. Ontem, o jovem cantor e outros nove membros da claque encarnada foram detidos pela PSP no âmbito da operação 'KickOff' (Pontapé de Saída), que investiga o ataque de 19 de fevereiro, no estádio de Alvalade, quando dezenas de adeptos do Benfica atacaram os rivais com pirotecnia minutos antes de começar um dérbi de futsal entre os dois clubes. Estes dez suspeito estavam entre os 124 detidos pela PSP na altura, mas tinham sido libertados pelo tribunal.
De acordo com o comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, "a operação Kickoff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos". "A operação decorre de um inquérito que resultou da rixa que levou à detenção de 124 adeptos em fevereiro. Na sequência da investigação, apercebemo-nos que dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo dessa vítima... Os indícios recolhidos levaram à emissão de mandados de busca e detenção sobre estes dez arguidos, que foram hoje cumpridos", acrescentou o responsável.
Suspeitos
Sem cadastro
Os dez suspeitos detidos ontem pela PSP já estão referenciados por participação noutras situações de violência entre membros de claques, mas não têm qualquer condenação anterior. Tinham sido detidos no dia 19 de fevereiro, quando houve o ataque em Alvalade, mas libertados pelo tribunal no dia seguinte.
Ataque
Pirotecnia contra rivais
A 19 de fevereiro, quando a PSP vigiava as imediações do pavilhão João Rocha, dezenas de adeptos do Benfica arremessaram tochas e pirotecnia para a zona da 'casinha', a sede da Juve Leo. A retaliação foi imediata. No final 64 adeptos do Benfica e 61 do Sportig foram detidos pela PSP. Esta parte do processo ainda está em investigação.
Incendeiam carro de rivais do FC Porto
Sete adeptos do Sporting conotados com a claque Juve Leo e com o movimento 'Casual' estão a ser julgados por cinco tentativas de homicído devido ao ataque com fogo a automóveis de rivais do FC Porto, que em junho de 2025 se tinham deslocado a Lisboa para assistir a um jogo de hóquei. Com recurso a tochas, incendiaram um dos carros dos adeptos portistas e tentaram impedi-los de sair da viatura. As vítimas sobreviveram com queimaduras graves. Cinco dos sete detidos estão em prisão preventiva.
Supremo confirma prisão efetiva por violação com vassoura
O Supremo tribunal de Justiça rejeito os recursos apresentados por membros dos No Name Boys condenados por roubo agravado, ofensas à integridade física qualificadas, violação agravada, gravações ilícitas, coação, detenção de arma proibida e tráfico de droga. Tinham sido condenados por ataques a outros membros da claque, um dos quais foi sodomizado com o cabo de uma vassoura. Têm ainda de pagar 24 mil euros de indemnização à vítima, de apenas 16 anos.
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