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Cotrim Figueiredo associa denúncia de assédio sexual a "manobra de política suja"

Candidato presidencial reiterou que não tem "nada a esconder" e pede a confiança dos portugueses.

13 de janeiro de 2026 às 18:50

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo considerou esta terça-feira a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL uma "manobra política do mais suja que há" e pediu aos portugueses para não se deixarem enganar.

"O que posso pedir é que os portugueses não se deixem enganar por este tipo de campanhas sujas e que confiem que sou a mesma pessoa que sempre fui na vida pública e que não tenho nada a esconder", pediu o também eurodeputado, um dia depois de uma ex-assessora parlamentar da IL o ter acusado de assédio sexual.

Na segunda-feira, dia em que se soube desta denúncia, o candidato, apoiado pela IL, negou categoricamente essas acusações, que apelidou de "completamente falsas" e disse que ia avançar com uma queixa-crime.

Mais tarde, num comunicado divulgado aos jornalistas e nas suas redes sociais, Cotrim Figueiredo insistiu que ia processar a pessoa em causa por difamação, "independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo".

Questionado sobre o porquê de revelar que a pessoa em causa trabalha agora no Governo PSD/CDS-PP, o eurodeputado explicou que lhe parece uma informação factual relevante.

Em sua opinião, é relevante porque pode indiciar que num órgão de soberania da Nação está alguém que publica mentiras.

Já esta terça-feira, numa carta aberta, 30 mulheres que trabalharam com Cotrim Figueiredo garantiram que "nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados" do candidato presidencial.

"Nenhuma de nós vivenciou ou presenciou comportamentos inadequados nas interações que tivemos, incluindo em contextos de trabalho com várias mulheres na equipa nos quais o ambiente se manteve profissional e respeitador", afiançaram.

Agradecendo o apoio destas mulheres, Cotrim Figueiredo revelou ter ainda recebido "muitas centenas de mensagens" de homens e mulheres que trabalharam consigo a manifestar-lhe solidariedade.

"Agradeço a todos. Como devem imaginar, é pessoalmente muito doloroso e foram, de facto, horas difíceis, estas últimas", assinalou.

O candidato presidencial, apoiado pela IL, comentou ter recebido um telefonema da atual líder da IL, Mariana Leitão, a dar-lhe apoio e a explicar que não subscreveu a carta aberta devido ao cargo que ocupa atualmente.

"Eu percebo isso, registo apenas uma chamada bastante calorosa e bastante enfática por parte da Mariana Leitão", destacou.

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