Questão da saúde tem sido uma bandeira do candidato presidencial, que defende um pacto para este setor.
O candidato presidencial António José Seguro voltou este sábado a pedir "compromissos entre todos os atores políticos" no setor da saúde, rejeitando uma "cultura de hipocrisia nacional" que menoriza o valor dos pactos na política.
O antigo líder do PS encerrou este sábado um encontro promovido pela sua candidatura, em Lisboa, para debater soluções para a saúde com diversos especialistas, entre os quais os ex-ministros de Governos socialistas Adalberto Campos Fernandes e Maria de Belém e o médico Álvaro Beleza, além da sua mandatária nacional, a investigadora Maria do Carmo Fonseca.
"A cultura da hipocrisia é representada por aquelas vozes que estão sempre a dizer que são necessário acordos e depois, quando alguém tem a ousadia de apresentar uma proposta concreta, não olham para o conteúdo e dizem que os pactos não resolvem os problemas", afirmou, em declarações aos jornalistas no final.
A questão da saúde tem sido uma bandeira de Seguro, que defende um pacto para este setor, cujo guião entregou ao também candidato presidencial André Ventura no debate entre os dois.
"Chamem-lhe o que quiserem, mas nós precisamos de ter um instrumento que crie compromissos entre todos os atores políticos, entre todos os partidos, para resolvermos os problemas de acesso de saúde por parte dos portugueses e de maneira que os portugueses tenham saúde a tempo e horas", defendeu.
Seguro foi também questionado sobre se estava "mais descansado" com o apoio anunciado esta semana pelo ex-líder do PS José Sócrates ao candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo.
"A mim não me deixa surpreendido, atendendo àquilo que foram vidas completamente separadas na nossa vida política", afirmou o antigo secretário-geral do PS e que tem o apoio oficial do partido.
Ainda sobre a temática da saúde e instado a comentar se os problemas neste setor se devem a um maior peso dos privados, o candidato às presidenciais de 18 de janeiro salientou que o contexto atual "é completamente diferente do que aconteceu há 50 anos, há 40 anos, há 30 anos".
"Em vez de se meter a cabeça na areia, o que é necessário é que se olhe para o contexto e se reforce o Serviço Nacional de Saúde [SNS]. O SNS é uma condição de justiça e de vida digna para todos, porque é um serviço universal em que tem acesso, quer aquele que tem muito dinheiro, quer aquele que não tem dinheiro. Nós não podemos perder este património", respondeu.
Questionado quem tem falhado neste setor, lamentou o que chamou de "cultura de passa-culpas, em que todos que chegam dizem que a culpa é do anterior".
"Nós temos que nos posicionar numa situação completamente diferente: há problemas, os portugueses estão com dificuldades em aceder a tempo aos cuidados de saúde. O que é que nós devemos fazer para que esses obstáculos sejam removidos?", reiterou.
O antigo secretário-geral do PS sublinhou que aquilo que os portugueses querem é que, quando precisam de um médico, "haja essa marcação e essa consulta, quando precisam de fazer uma intervenção cirúrgica, que ela seja feita no tempo adequado, que as urgências estejam disponíveis quando as pessoas precisam". E lamentando também a situação de "ansiedade e aflição" por que passam atualmente as grávidas.
Seguro considerou que há hoje "um recuo muito grande em relação aos avanços que o Serviço Nacional de Saúde fez" e disse que o encontro de hoje lhe permite começar, desde já, a trabalhar neste problema.
"Nem sequer vamos esperar que chegue o dia 9 de março para, se os portugueses me derem essa confiança, tomar posse e chamar os partidos. Estamos a trabalhar porque esta é uma urgência nacional", afirmou.
Questionado sobre a sua saúde -- que o levou a adiar, na quinta-feira, o debate com o candidato apoiado pela IL João Cotrim Figueiredo -, disse ter seguido todos os conselhos médicos e este sábado já ter sido autorizado a sair, esperando poder participar no próximo frente a frente televisivo, marcado para segunda-feira com Jorge Pinto (apoiado pelo Livre).
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