Diretor de campanha fala numa "campanha intensa" e que terá "modelos diferentes daquilo que têm sido as campanhas mais clássicas".
A campanha de António José Seguro para as presidenciais percorre, a partir de esta sexta-feira, todos os distritos e pretende ser diferente das habituais, chegar a todas as idades e mostrar um "Portugal positivo", mas também o que é preciso resolver.
Em declarações à agência Lusa, Paulo Lopes Silva, diretor de campanha do candidato presidencial apoiado pelo PS, deu conta das linhas gerais da volta ao país que a caravana de Seguro vai fazer a partir de esta sexta-feira, uma "campanha intensa" e que terá "modelos diferentes daquilo que têm sido as campanhas mais clássicas".
Depois de no período de pré-campanha ter ido às regiões autónomas e a vários países para estar junto da diáspora, o candidato presidencial dedica estas duas semanas ao território continental e vai estar nos 18 distritos do país.
Esta sexta-feira e no sábado, a caravana andará nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu e, no domingo, primeiro dia oficial de campanha, o ponto alto será a apresentação da Comissão de Honra e dos mandatários nacionais de Seguro, em Lisboa, havendo ainda uma sessão à noite em Leiria.
O objetivo, segundo Paulo Lopes Silva, é "ir ao encontro daqueles que menos vezes têm voz" e" sítios onde o Estado esteja a falhar", mas também dar visibilidade "um Portugal positivo, criativo, empreendedor" e àquilo que "bem se faz por todo o país".
"Na perspetiva da volta e na forma como a desenhámos foi uma ideia de olharmos para uma campanha que chegue às pessoas de todas as idades, mas com foco também nos mais jovens", acrescentou.
De acordo com o diretor de campanha, "não haverá estrutura partidária propriamente dita" na caravana, mas está previsto que se juntem ao longo dos dias várias personalidades do PS, incluindo o líder socialista, José Luís Carneiro, bem como "pessoas da sociedade civil, ligadas ao mundo empresarial, académico".
"Muito na linha daquilo que foram as escolhas que o candidato tomou do ponto de vista dos mandatários distritais, com perfis essencialmente sem ligação com a vida política ou partidária em todo o território", disse.
Tendo em conta as muitas campanhas eleitorais dos últimos anos, o diretor de campanha apontou o "esgotamento de alguns modelos e algum desgaste da parte das pessoas".
"Vamos ao encontro também de trazer modelos e formas diferentes também de fazer essa campanha. Procuramos que nenhum dos dias de campanha seja igual ao outro", adiantou.
O responsável explicou que haverá uma adaptação "às especificidades de cada um dos territórios" e, em cada distrito, haverá um desenho da campanha adequado a cada um das realidades, com "momentos de maior simbolismo".
"Os momentos em que ouviremos António José Seguro serão sessões dirigidas a cada um dos distritos, mas não haverá apenas o habitual discurso político, mas também algumas surpresas, algumas demonstrações dessas identidades locais e dessas vozes que por vezes não somos capazes de ouvir", descreveu, dando conta de um modelo um pouco diferente dos tradicionais comícios.
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