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António José Seguro quer rápida implementação da lei do lóbi no Parlamento

Candidato garantiu que tomará "iniciativas de transparência" caso vença as eleições, incluindo a publicação no 'site' oficial das audiências e de toda a atividade pública.

26 de janeiro de 2026 às 17:07

O candidato a Belém António José Seguro apelou esta segunda-feira ao parlamento para criar rapidamente condições para registo dos lobistas, após o Presidente da República ter promulgado a lei do lóbi.

"Apelo a que muito rapidamente o parlamento, que é o órgão de soberania onde vai ser criado esse registo de lóbi, crie as condições para que todos os lobistas se possam inscrever e para que haja transparência nas relações entre quem defende legitimamente interesses e quem defende o interesse público", disse o candidato presidencial aos jornalistas durante uma ação de campanha em Lisboa.

O ex-secretário-geral do PS falava após uma reunião com representantes de associações de combate à corrupção e defesa da transparência, na sede da Transparência e Integridade, no mesmo dia em que Marcelo Rebelo de Sousa promulgou a lei do lóbi, considerando que "foram tomadas em consideração as principais questões" que justificaram o seu veto em 2019.

António José Seguro considerou que a promulgação "é muito relevante", insistindo no desejo de que "rapidamente seja criado o registo e que rapidamente todos aqueles que desenvolvem essa atividade possam registar-se para sabermos com clareza e com transparência o que é que fazem e com quem é que reúnem".

O candidato garantiu que também tomará "iniciativas de transparência" caso seja eleito Presidente da República, incluindo a publicação no 'site' oficial das audiências e de toda a atividade pública, para que "seja escrutinada pelas senhoras e pelos senhores jornalistas e também pelos portugueses".

Questionado sobre se teve alguma necessidade particular de abordar o tema da corrupção devido ao discurso do seu adversário, André Ventura, sobre o tema, Seguro rejeitou, afirmando que o combate à corrupção é uma "causa da vida".

"O meu passado político fala por mim, quer em termos de votações, quer em termos de propostas. Eu recordo o papel que tive quando, no início da década, se avançou verdadeiramente para uma lei de financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais que garantisse doces de transparência", disse o candidato apoiado pelo PS.

António José Seguro não quis também comentar o tema das subvenções vitalícias aos políticos, também mencionado por André Ventura, deixando-a para "o debate de amanhã" [terça-feira] nas televisões.

Seguro considerou o combate à corrupção "essencial" para gerar "doses de confiança entre as instituições democráticas e os eleitores" e "se aproximem os eleitores da política" apelidando ainda o atual quadro legislativo português sobre estas temáticas de "positivo".

"Precisa de aperfeiçoamentos, precisa de algumas melhorias, mas globalmente é positivo. O problema não está na lei, está nos meios que as instituições têm para fazerem essa prevenção e esse combate à corrupção", considerou.

O candidato reiterou ainda a sua preocupação sobre "os investimentos que vão ser feitos na área da Defesa, de 5,8 mil milhões de euros, em que existam planos anticorrupção, planos de prevenção, que são indispensáveis para que se criem condições para que exista concorrência, imparcialidade, neutralidade em todas as aquisições que vão ser feitas, particularmente quando se sabe que a União Europeia dispensou da contratação pública este investimento".

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