Presidente do PS também destacou a importância do ato eleitoral para o plano nacional.
O presidente do PS referiu este domingo que na segunda volta das eleições presidenciais está em causa a escolha de alguém que "exerça uma função moderadora" e promova "diálogo construtivo" no plano internacional e também no plano nacional.
"Todas as eleições são importantes, mas estas eleições presidenciais ocorrem, justamente, num período em que o contexto internacional é muito perturbado e em que se impõe que o nosso país tenha uma representação externa, identitária e condigna", afirmou.
Carlos César, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após ter votado antecipadamente na segunda volta das eleições presidenciais de domingo, também destacou a importância do ato eleitoral para o plano nacional.
"Vivemos também, no plano parlamentar, uma situação de instabilidade com um Governo sem maioria, com problemas de instabilidade laboral associadas a iniciativas recentes que o Governo promoveu e, temos agora, infelizmente até, uma situação de ocorrência de temporais com prejuízos enormes para as pessoas, para as famílias, para as habitações, para o ambiente, para as empresas, para o emprego, que exigem a tomada de medidas enérgicas e, sobretudo, consensuais", justificou.
Para o socialista, as eleições presidenciais "suscitam a necessidade da escolha de alguém que, entre os órgãos de soberania, exerça uma função moderadora e que promova um diálogo construtivo para que, nesse plano internacional, no plano nacional e no plano dessas ocorrências mais tristes que tivemos nestes últimos dias, e que estamos a viver, haja um bom desempenho das autoridades e um bom desempenho do nosso país".
Para o presidente do PS, é também "fundamental" que no domingo ninguém fique em casa e exerça o seu direito de voto.
Em democracia, as eleições são "um instrumento essencial e mais formal de manifestação da vontade dos cidadãos".
"As eleições são determinantes, porque não nos podemos queixar, depois de amanhã, do que amanhã não quisermos resolver ou contribuir para resolver", concluiu Carlos César.
A escolha do novo presidente da República na segunda volta será entre António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos presidenciais mais votados na primeira volta, de 18 de janeiro.
A administração eleitoral recebeu 308.501 inscrições de eleitores que pretendem exercer este domingo o voto de forma antecipada em Portugal continental e nas Regiões Autónomas da Madeira e Açores, mais 90 mil do que na primeira volta, segundo dados enviados à Lusa pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (89.689), Porto (50.518), Setúbal (26.580), Braga (17.601), Aveiro (17.257), Faro (16.621), Coimbra (15.035), Santarém (12.242) e Leiria (11.663).
A votação antecipada em mobilidade é possível para os eleitores recenseados em Portugal que se inscreveram para exercer o direito de voto neste dia.
Por causa dos efeitos da tempestade, o local de voto antecipado em mobilidade foi alterado em seis municípios - Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves.
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