Candidato apoiado por PSD e CDS-PP avisou que poderá não estar "todos os dias nos telejornais ou permanentemente nas redes sociais".
O candidato presidencial Luís Marques Mendes prometeu esta sexta-feira que não será "um prolongamento do Governo", mas "um árbitro", e assegurou que será mais ativo do que os seus antecessores, prometendo estar ao lado dos mais frágeis e vulneráveis.
No comício de encerramento da campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos -- com cerca de 150 lugares sentados, mas com muitas pessoas de pé -, Mendes quis explicar qual será o modelo da sua Presidência, se for eleito no domingo.
"Serei um Presidente diferente dos meus antecessores, porque as circunstâncias são radicalmente diferentes. Não é nenhuma crítica, serei também diferente da generalidade dos meus adversários nesta eleição, porque a maior parte deles está aqui para fazer prova de vida. Mas se tiver a confiança dos portugueses, eu estarei lá", disse, lançando uma espécie de novo 'slogan' a poucas horas do encerramento da campanha.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP avisou que poderá não estar "todos os dias nos telejornais ou permanentemente nas redes sociais".
"Isso provavelmente não. Mas eu queria que soubessem eu estarei lá, para não permitir que a injustiça faça o seu custo em Portugal. Batendo o pé contra a injustiça e a injustiça social. Eu estarei lá para defender o Serviço Nacional de Saúde que é, a seguir à liberdade e à democracia, uma das maiores conquistas do 25 de Abril", disse.
Marques Mendes assegurou que não pretende atuar como "um prolongamento do Governo ou do parlamento, mas para ser um árbitro".
"Um árbitro com independência que aconselha o Governo quando as coisas não correm bem, que apela à correção quando as coisas correm mal, mas que sabe que é fundamental dar condições a um Governo, este ou qualquer outro, para cumprir uma legislatura, apresentar resultados e ajudar a reformar e a mudar Portugal", afirmou.
O antigo líder do PSD afirmou que pretende ser um chefe de Estado mais ativo: "Não deixar que os problemas se arrastem e não permitir que as questões importantes fiquem na gaveta".
Prometendo defender sobretudo "os mais vulneráveis", como os jovens ou pensionistas, deixou um último apelo ao voto, manifestando confiança no resultado de domingo.
"Acreditem comigo, nós vamos estar lá na segunda volta. Acreditem comigo, nós vamos estar lá em mais três semanas de campanha. Acreditem comigo, eu estarei lá", afirmou.
Numa crítica, também não explicitada, ao líder do Chega e candidato presidencial André Ventura, repetiu que nos últimos anos não esteve "aos berros".
"Estive de uma forma construtiva no espaço público, a valorizar a cidadania, a não permitir que a injustiça social fizesse o seu caminho, a defender a sensibilidade social, a estar ao lado daqueles que precisavam de voz", disse, considerando que tal foi importante em momentos como os da pandemia ou da crise da inflação.
Mendes voltou a apelar ao voto em si com base na defesa da estabilidade.
"Pensem acima de tudo que fazer eleições de ano a ano não é modo de vida para ninguém. A estabilidade não é um bem tão importante assim para os políticos, mas é absolutamente essencial para as pessoas. O povo precisa de estabilidade", apelou.
Mendes reclamou ter feito uma campanha em crescendo e sempre pela positiva, enquanto outros a fizeram "ou aos gritos ou cheia de generalidades".
"Uma campanha feita com decência política, quando, em alguns momentos especiais, alguns dos meus adversários quiseram lançar lama para o debate político", disse, numa das passagens mais aplaudidas do seu discurso.
No comício de encerramento marcaram presença vários ministros como António Leitão Amaro e Carlos Abreu Amorim -- que ainda não tinham participado na campanha no período oficial -, bem como Miguel Pinto Luz, Gonçalo Matias, Joaquim Miranda Sarmento, Graça Carvalho e Maria do Rosário Palma Ramalho, além de deputados, dirigentes e antigos dirigentes sociais-democratas e democratas-cristãos.
Esta sexta-feira, o candidato participará ainda num convício com jovens, no Mercado de Algés, no qual não estão previstos discursos.
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