Candidato presidencial apoiado pelo PSD e CDS-PP afirma que "há sondagens para todos os gostos".
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou esta sexta-feira que já várias sondagens falharam no passado, defendeu que "o que conta é a decisão soberana dos portugueses" e voltou a manifestar-se confiante "num grande resultado" nas presidenciais de domingo.
"Estou mesmo muito confiante num grande resultado no próximo domingo. Claro que há sondagens para todos os gostos, mas aquilo que as sondagens provam é que está tudo em aberto e o que conta é a decisão soberana dos portugueses", afirmou.
O candidato a Presidente da República apoiado por PSD e CDS-PP falava num almoço de campanha, que juntou cerca de duzentos apoiantes, maioritariamente mulheres, numa cervejaria em Lisboa.
Luís Marques Mendes afirmou que "exemplos de sondagens que falharam em eleições autárquicas recentes, ou eleições anteriores, é o pão nosso de cada dia".
"Aquilo em que eu verdadeiramente acredito é nesta sondagem que tenho realizado, com cada português e cada portuguesa, na rua, dialogando, transmitindo, informando e esclarecendo", defendeu.
Luís Marques Mendes considerou que nesta campanha presidencial houve "muito ruído sobre as sondagens, sobre este ou aquele caso".
O candidato voltou a apelar ao voto dos eleitores indecisos, pedindo-lhes que coloquem três questões antes de decidir, e salientou que os portugueses o conhecem "de anos e anos de televisão e de comentário".
"Qual é, de todos os candidatos, o que está mais bem preparado para exercer a função do Presidente da República? Qual é, de todos os candidatos, aquele que tem mais experiência para o exercício da função? Qual é, de todos os candidatos, aquele que tem mais provas de capacidade de diálogo para fazer entendimentos, consensos e convergências?", referiu.
Neste discurso, Luís Marques Mendes defendeu também que "os portugueses querem mais".
"Querem mais do Governo, querem mais dos políticos, querem mais Serviço Nacional de Saúde, querem mais dinheiro no bolso para melhorarem o seu dia-a-dia, querem mais economia para melhorar salários e subir pensões, querem até mais do Presidente da República. Querem um Presidente da República, em função das novas circunstâncias, sobretudo a política externa, mais ativo, mais interventivo, com mais ação e com mais iniciativa, tudo dentro dos poderes presidenciais", salientou.
Mendes reiterou que o próximo Presidente da República não pode ser alguém que "vai fazer um exercício de experimentalismo, uma aventura, que não tem capacidade de iniciativa e de decisão, ou que vai ser um tiro no escuro".
"Na Presidência da República não pode estar ninguém que acrescente instabilidade", mas sim alguém preparado e com "capacidade para dialogar" e "evitar moções de censura e moções de confiança", aproximando Governo e oposição, por exemplo para negociar Orçamentos do Estado, referiu.
"Não pode ser alguém hesitante, não pode ser alguém que tem dúvidas, não pode ser alguém que seja passivo, tem que ser um Presidente firme a decidir. E é isto que pretendo ser em função da minha experiência, firme a tomar decisões, tranquilo a analisar", acrescentou.
Nesta "homenagem às mulheres", o candidato realçou que a sua "vida não seria a mesma" sem a influência de algumas figuras femininas, como a mãe, algumas professoras ou a mulher, que o acompanhou ao longo da campanha.
E considerou que "não é a mesma coisa a sociedade ter mais ou menos mulheres a participar" e que "a sociedade é melhor, é mais harmoniosa quando há mais mulheres em cargos de decisão, a começar no poder local".
"Habituei-me a ver nas mulheres autarcas, nas mulheres presidentes de Câmara, uma mais-valia fundamental. Não é que os homens não sejam grandes autarcas, mas as mulheres acrescentam um toque de sensibilidade, de rigor e de caráter que ainda é mais importante", defendeu.
O candidato presidencial salientou também "a importância de mulheres no poder governativo" e defendeu que a sociedade "ganha com mais mulheres em cargos de decisão, em cargos de direção, em cargos de gestão".
"Claro que houve uma mudança enorme nestes 50 anos da democracia, mas ainda há muito a fazer" e é preciso "um esforço grande para ter mais mulheres em cargos de decisão. Não é uma questão de cumprir uma quota ou de cumprir uma orientação, é a importância que a sua sensibilidade traz de mais-valia para a vida em geral", acrescentou.
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