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Gouveia e Melo não exclui formar um partido se perder as eleições

Candidato presidencial tem criticado a tentativa de partidarização da escolha do próximo Presidente da República.

14 de janeiro de 2026 às 19:06

O candidato presidencial Gouveia e Melo não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições presidenciais, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.

Esta hipótese foi admitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em entrevista ao programa "Prova Oral", com Fernando Alvim e com a jornalista Raquel Mourão Lopes, na Antena 3, que foi transmitido na terça-feira.

Gouveia e Melo invocou experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: "Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade".

"Não é necessariamente criar um partido, pode ser um movimento cívico", esclareceu.

Interrogado sobre o que fará no caso de perder as eleições presidenciais, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada respondeu: "Terei de decidir se vou continuar dentro da política ou fazer uma coisa que nunca fiz".

E avançou com uma possibilidade: "Lutar pelos meus interesses pessoais e fazer qualquer coisa pelos meus interesses materiais no bom sentido do termo".

"Mas também não ponho de parte, porque já aprendi a não pôr de parte nada, qualquer projeto de futuro se isso estiver dentro da minha capacidade", acrescentou.

Na mesma entrevista ao programa "Prova Oral", Gouveia e Melo fez também questão de destacar que "um projeto político não é necessariamente criar um partido".

"Pode ser um movimento cívico, mas, para já, não me passa pela cabeça fazer uma coisa dessas. Os movimentos não devem ser personalizados, mas ideias que queremos desenvolver dentro da sociedade. E há ideias de que gostava de desenvolver dentro da sociedade", disse.

Durante esta campanha eleitoral, Gouveia e Melo tem criticado a tentativa de partidarização da escolha do próximo Presidente da República.

"Estamos perante uma partidarização. Uma tentativa de os partidos no sentido de tomarem conta de mais um órgão de poder. Ou porque têm medo de um desequilíbrio que se crie, ou porque querem garantir um determinado equilíbrio. E não concordo com isso", afirmou em Chaves, no passado domingo.

O almirante disse mesmo acreditar que, com o aparecimento da sua candidatura presidencial, "pela primeira vez no processo eleitoral português, há a possibilidade de um Presidente da República verdadeiramente independente".

Antes de Gouveia e Melo ter anunciado a sua candidatura a Presidente da República em maio passado, em plena campanha para as eleições legislativas, já tinha sido criado um movimento em torno da sua figura, denominado "Honrar Portugal".

O "Honrar Portugal" define-se como uma "associação cívica formada por cidadãs e cidadãos livres e independentes, unidos pelo compromisso com a cidadania ativa e a defesa dos valores democráticos fundamentais".

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