Candidato presidencial começou campanha na Feira do Relógio e ouviu críticas aos adversários.
Com uma comissão de honra que diz serem os portugueses, foi na feira, que Gouveia e Melo deu o pontapé de saída para a campanha rumo às Presidenciais de 18 de janeiro.
Dez e meia da manhã, Feira do Relógio, Lisboa. A "comissão de honra" enchia as bancas de venda de produtos e as ruas de compradores que paravam para cumprimentar e dar uma palavra de incentivo ao almirante. Houve até quem deixasse conselhos. "Você tem de ser mais agressivo, mas na sua linha. ", alertou um eleitor.
Das bancas, ouviram-se muitas palavras de apreço e incentivo, principalmente dos comerciantes da comunidade cigana. "Veja, estamos a trabalhar, pagamos o nosso lugar. Não é como diz o Ventura. O nosso voto em si é certo", dizia um deles. Mais à frente, outro vendedor ambulante com o mesmo discurso. "Ganhe àquele Ventura. Eu sou filho de ciganos. Sou cigano, mas sou português. Olhe por nós", pedia.
O almirante ouvia as críticas ao adversário e apenas agradecia. Mais tarde, questionado sobre o assunto, explicou que "não quer fazer uma campanha negativa".
"Estou a tentar conquistar os corações dos portugueses. Ao conquistarmos os corações e as mentes dos portugueses, estamos a mostrar as nossas propostas, a nossa personalidade, a nossa forma de estar", explicou, dizendo que o país precisa de todos. "Portugal tem de avançar com todos os portugueses. Temos de ter uma economia próspera, mas com coesão social. Um país sem coesão social, mais cedo ou mais tarde, torna-se mais inseguro, mais pobre. Ninguém quer isso", recordou.
Da feira, a comitiva seguiu para um almoço de lançamento de campanha, no Bairro da Boavista, em Lisboa, com centenas de pessoas. Isaltino Morais e Carlos Carreiras foram algumas das personalidades de peso que marcaram presença.
Perante os apoiantes, o candidato disse que “em tempos de divisão, trago união”. “Em tempos de interesses privados, trago interesse comum”, deixando claro que os portugueses são a sua meta e a sua prioridade.
Também o mandatário nacional, Rui Rio, se juntou à comitiva e participou no almoço. No discurso, lembrou quem em Portugal "há uma cultura de facilistismo" que é preciso combater e que só alguém livre, como o almirante o pode fazer. "Os políticos para agradar vão pelo facilitismo e o facilitismo não leva a lado nenhum". "O que precisamos é de alguém que não tenha amarras de interesses partidários. Gouveia e Melo é livre e independente", lembrou.
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