Eurodeputado disse que quer ser o candidato de todos os portugueses porque quando fala de futuro fala do "futuro para todos".
João Cotrim Figueiredo pede atenção para o problema dos idosos
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou esta segunda-feira que os problemas dos idosos não estão a ser suficientemente resolvidos, pelo que é necessário alertar para eles e dar-lhes voz.
"Os problemas dos mais idosos não estão a ser suficientemente tratados e a Presidência da República não tem os instrumentos para o fazer diretamente porque não legisla, nem pode governar nessas matérias, mas tem a obrigação de chamar a atenção", afirmou Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.
No segundo dia de campanha para as presidenciais de 18 de janeiro, o eurodeputado visitou o Centro Social Interparoquial de Santarém -- Unidade D. António Francisco para alertar para o facto de "muita coisa estar por fazer" no tratamento integrado dos idosos.
Em sua opinião, faz-se e fala-se muito pouco do cuidado integrado dos idosos, apesar de os problemas estarem diagnosticados, por falta de pressão e vontade.
"Muitos idosos têm problemas específicos, alguns deles fruto do desinteresse e da falta de atenção aos mesmos e acho que, numa campanha eleitoral, um dos grandes objetivos é chamar a atenção para os problemas, neste caso, de uma larga faixa da população", justificou.
Há problemas de isolamento, de tratamento, de acesso aos serviços de saúde e de interligação entre a Segurança Social e as instituições hospitalares e instituições de apoio social, elencou.
Durante a visita ao espaço, o eurodeputado disse que, apesar de ser visto como um candidato dos mais jovens, quer ser o candidato de todos os portugueses porque quando fala de futuro fala do "futuro para todos".
"Alguém que quer ser Presidente de todos os portugueses, em todo o território, de todas as idades, não podia deixar de falar destes temas", frisou.
Sentada num sofá a ver televisão, Alexandrina, surpreendida com a presença de Cotrim de Figueiredo, pediu-lhe para "cuidar dos velhotes" e da saúde daqueles.
"Esta eleição é para Presidente da República e os Presidentes da República não mandam na saúde diretamente, mas podem chamar a atenção para o problema, que é aquilo que estou aqui a fazer", respondeu o candidato que, logo de seguida, pediu às funcionárias para não se esquecerem de "levar aquelas pessoas todas a votar".
Também Virgílio, de 91 anos, que ainda conduz e vai todos os dias tomar café fora da instituição, discutiu com o ex-presidente da IL o preço dos medicamentos e o cumprimento da Constituição.
Nessa matéria, Cotrim de Figueiredo repetiu que, como Presidente da República, a única coisa que pode fazer é ter o suficiente conhecimento técnico para ter uma discussão informada com o primeiro-ministro e o governo que estiver em funções e, depois, exigir que aquilo que é considerado importante seja, efetivamente, resolvido.
Enquanto distribuía beijinhos e ouvia "histórias de antigamente" relatadas pelos utentes com quem se ia cruzando, o candidato recebeu ainda de Boa Hora da Conceição, de 94 anos, votos de sorte para "o que aí vem".
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