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Marques Mendes diz que sondagens "não batem com rua" mas admite que pode perder com "dispersão de votos"

Social-democrata assinalou que todos os primeiros cinco candidatos "estão dentro da margem de erro".

06 de janeiro de 2026 às 14:09

O candidato presidencial Marques Mendes afirmou esta terça-feira que não mudará nada perante sondagens mais negativas, considerou que "não batem certo" com o entusiasmo que encontra na rua, mas admitiu que pode perder se houver "grande dispersão de votos".

No final de uma visita ao Mercado Municipal de Torres Vedras (distrito de Lisboa), o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP foi questionado sobre uma sondagem feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF, divulgada na segunda-feira, que aponta um empate técnico entre cinco candidatos, com António José Seguro (PS) a liderar e Marques Mendes em quinto lugar.

"Não embandeirei em arco com outras sondagens no passado e também não vou perder o entusiasmo com esta sondagem. De resto, o primeiro dado surpreendente da sondagem é que não bate muito certo com a rua, com a realidade do terreno", considerou, dizendo que encontra na campanha "grande adesão".

No entanto, o candidato repetiu uma mensagem que tem dominado a sua campanha desde domingo, quando o presidente do PSD e primeiro-ministro Luís Montenegro fez um apelo ao voto útil em Marques Mendes ao espaço do centro-direita e até aos socialistas moderados.

"Se houver uma grande dispersão de votos, eu posso perder esta eleição. Se houver uma concentração de votos, seguramente que eu posso ganhar esta eleição", afirmou esta terça-feira Marques Mendes, assegurando que "não vai mudar nada" e continuará a trabalhar "com muita humildade".

Ainda sobre a sondagem, Marques Mendes assinalou que todos os primeiros cinco candidatos "estão dentro da margem de erro".

"O que significa que os que estão mais atrás podem ficar em primeiro lugar e os que estão em primeiro lugar podem ficar mais atrás. É tudo dentro da margem de erro. O que significa o quê? Continua tudo em aberto", concluiu.

Por isso, insistiu no seu apelo "a que os eleitores do centro não dispersem votos", voltando a invocar a sua experiência política como trunfo para lidar com instabilidade internacional e nacional.

Questionado sobre o alerta que fez na segunda-feira à noite, na Guarda, quanto ao risco de o próximo Orçamento do Estado não ser aprovado, o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP insistiu na necessidade de estabilidade política.

"Negociar orçamentos de Estado vai ser a tarefa principal da minha presidência, para quê? Para evitar crises", disse, prometendo trabalhar para construir "pontes de entendimento" entre os partidos antes de um eventual 'chumbo' orçamental se concretizar.

Invocando o seu passado político, o candidato, que já foi presidente do PSD, secretário de Estado, ministro e líder parlamentar, apelou aos portugueses que façam uma reflexão.

"O mundo está mais perigoso como nunca esteve desde a 2.ª Guerra Mundial. E por isso mesmo, com um mundo perigoso e instável, mais importante e decisivo se torna ter um Presidente da República experiente, preparado e conhecedor", disse.

E rematou: "Não se pode entrar em brincadeiras nesta fase do campeonato", avisou.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

SMA // ACL

Lusa/fim

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