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Ventura critica recuo de Cotrim sobre apoio e rejeita fazer tema do caso de alegado assédio

Candidato liberal assumiu que dizer que não excluía o apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta, incluindo Ventura, foi "um momento bastante infeliz".

13 de janeiro de 2026 às 13:26
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Ventura critica recuo de Cotrim sobre apoio e rejeita fazer tema do caso de alegado assédio

O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, criticou esta terça-feira João Cotrim de Figueiredo por ter recuado num eventual apoio à sua candidatura numa segunda volta e rejeitou fazer do caso de alegado assédio sexual um tema de campanha.

"Um candidato presidencial não pode andar um dia a dizer uma coisa, no outro dia a dizer que não sabe o que é que lhe passou pela cabeça e agora diz uma coisa que não é nenhuma coisa nem outra. Eu gostava que o João Cotrim de Figueiredo parasse para pensar um bocadinho", criticou André Ventura, em declarações aos jornalistas, momentos antes de uma arruada no centro de Braga.

Na manhã desta terça-feira, em Viseu, o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo assumiu que dizer que não excluía o apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta, incluindo Ventura, foi "um momento bastante infeliz" e de "falta de clareza" que associa a "um dia difícil". 

"Isto é uma eleição presidencial, não é uma eleição para o condomínio lá da casa dele. Nós temos de ter visão, temos de ter estabilidade e temos de saber o que é que queremos", reagiu Ventura. 

O também presidente do Chega disse já ter sido claro num cenário de segunda volta que oponha um candidato não socialista a um socialista, considerando "natural que os outros candidatos não socialistas prefiram um candidato que quer romper com o socialismo, do que um candidato que quer trazer o socialismo". 

"Eu vejo isso como natural. Portanto, eu estou a dizer o mesmo que disse ontem. Não estou a dizer uma coisa diferente nem a dizer que não sei o que é que me passou pela cabeça", salientou. 

Interrogado sobre a denúncia de assédio sexual feita por uma antiga assessora da Iniciativa Liberal a João Cotrim de Figueiredo, Ventura rejeitou fazer do caso um tema de campanha eleitoral. 

"Acho que o João tem de ter a oportunidade de se defender, de responder. O assunto agora e o caso terão a sua evolução judicial ou extrajudicial. Eu não quero fazer disto um assunto de campanha eleitoral", considerou. 

Na "reta final" da campanha, Ventura disse querer falar "dos assuntos que interessam às pessoas".

O candidato e deputado disse que espera vir a representar uma "agregação à direita e antissistema".

"Se o ódio a mim for superior ao país, então o que podemos estar a criar é um socialista ficar com o cargo só por uma razão, não é por nenhuma razão ideológica: é porque não gostam do André Ventura ou porque têm ódio ao André Ventura", criticou.

O candidato a Belém manifestou-se confiante de que vai "vencer as eleições" de domingo e afirmou que "o país vai mudar muito".

Interrogado sobre se prefere o cargo de primeiro-ministro ao de chefe de Estado por falar várias vezes de temas de cariz executivo, Ventura negou e criticou os jornalistas por "não quererem fazer uma campanha a sério".

"Querem fazer uma campanha de picardias, de despiques, de coisas pessoais. E eu quero falar do país. Eu estou-me nas tintas para o que é que o António Filipe pensa de mim. Eu estou-me nas tintas para o que é que a Catarina Martins pensa de mim. Eu quero é falar do caos na saúde, quero falar da falta de crescimento económico, quero falar de como as empresas estão com dificuldades, quero falar da insegurança", argumentou.

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