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A antena do Parlamento

Bruno Dias Pinheiro é o elo entre Lisboa e as instituições europeias, garantindo que os deputados portugueses acompanham em tempo real as decisões que moldam os destinos da União Europeia.

24 de agosto de 2026 às 01:30

No Parlamento Europeu existe um gabinete que funciona como extensão direta da Assembleia da República. É ali que se recolhe, filtra e traduz a informação que permite aos deputados portugueses acompanhar, quase em tempo real, decisões que moldam o futuro da União Europeia. Muitos dos grandes dossiês europeus passam por este ponto antes de chegarem ao debate político nacional.

Com 45 anos, licenciado e mestre em Relações Internacionais, Bruno Dias Pinheiro integra os quadros da Assembleia da República desde 2007 e está destacado há vários anos junto do Parlamento Europeu.

É o único representante português na rede que reúne os Parlamentos dos 27 Estados-membros da União Europeia, uma estrutura formal de cooperação interparlamentar que descreve como uma verdadeira “mini-Nações Unidas” legislativa.

A missão abarca uma série de funções, desde assistir a reuniões, elaborar notas de enquadramento e ‘briefings’, acompanhar delegações ou responder a pedidos de informação dos deputados.

“Esta função exige rigor e imparcialidade, já que o gabinete serve todos os grupos parlamentares, garantindo que cada intervenção sobre temas europeus assenta em informação sólida e atualizada”, recorda.

O Tratado de Lisboa (assinado a 13 de dezembro de 2007) reforçou o papel dos Parlamentos nacionais no escrutínio das decisões europeias e levou à criação destas antenas permanentes. Só em 2025 realizaram-se 36 reuniões interparlamentares sobre temas como a guerra na Ucrânia, o próximo Quadro Financeiro Plurianual, competitividade ou coesão territorial. Cabe a Bruno Dias Pinheiro transformar esse acompanhamento em informação útil para a Assembleia da República. Bruno Dias Pinheiro lembra que, “desde 2019, o trabalho inclui também a síntese semanal ‘Antena’, que reúne os principais assuntos da agenda europeia, das relações transatlânticas à defesa, passando pela guerra na Ucrânia”. É um trabalho discreto, quase invisível para o público, mas essencial para aproximar o Parlamento português do centro das decisões que influenciam cada vez mais o quotidiano dos cidadãos.

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