page view

Ucrânia mais perto da UE

Presidente da Ucrânia encontra-se terça-feira com Donald Trump em Washington. Volodymyr Zelensky conseguiu abrir mais um capítulo nas negociações com a União Europeia.

26 de julho de 2026 às 01:30

A aparente aproximação de Donald Trump à Ucrânia acontece no momento em que a Europa abre cada vez mais as portas ao país de Zelensky. A ida do Presidente ucraniano aos EUA recorda sempre o encontro histórico na Sala Oval, em que Trump e a sua equipa humilharam Zelensky.

Hoje, a imagem que Trump quer passar é diferente. Na cimeira da NATO, autorizou a produção dos sistema antimísseis que Zelensky tanto pedia e assinou o texto final onde se prometia o apoio total à Ucrânia. A mudança de atitude norte-americana acontece ao mesmo tempo que a Kiev desenvolve esforços para avançar na candidatura à UE. Zelensky chega a Washington terça-feira com as negociações para o país entrar na ‘União 27’ numa fase mais avançada.

Para que um Estado possa integrar a UE é necessário negociar uma série de tópicos, distribuídos por seis grandes capítulos ou ‘clusters’: fundamentos; mercado interno; competitividade e crescimento; agenda verde e sustentabilidade; recursos, agricultura e coesão; relações externas. Neste momento, a Ucrânia conseguiu abrir os capítulos 1 e o 6 (fundamentos e relações externas).

A Hungria, que sempre foi contra estas negociações, abriu espaço a que as conversas avançassem com a chegada de Péter Magyar ao poder. Ainda assim, travou as expectativas. Nas reuniões dos últimos dias, a Hungria vetou a abertura de novos capítulos e o tema fica adiado para a rentrée política, em setembro. Há dois grandes entraves nestas negociações: a necessidade de haver unanimidade entre todos os Estados-membros para abrir novos capítulos e a existência de outros países em negociações mais avançadas, e há vários anos, para entrar na UE.

Nos corredores de Bruxelas chegou a falar-se de uma situação transitória para a Ucrânia. O país poderia, por exemplo, sentar-se à mesa da UE, sem poder de voto. Mas não passou de uma hipótese.

Quando chegar setembro, António Costa, presidente do Conselho Europeu, terá dois grandes temas em mãos, Ucrânia e a guerra na Europa, e o Orçamento da UE. O calendário implica que as contas fiquem fechadas antes do final do ano, de forma a evitar a contaminação das eleições de França e de outros países europeus.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8