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"Vamos ter dias de temperatura muito alta": Ministra do Ambiente alerta para onda de calor na Europa

"Temos de nos habituar a viver com eventos extremos", diz a ministra do Ambiente, Graça Carvalho. No Parlamento Europeu, o partido Verdes pede reunião de urgência dos líderes dos 27.

28 de junho de 2026 às 01:30

A chuva e a queda da temperatura em alguns pontos de Portugal podem ter deixado uma sensação de alívio, mas este já é o verão mais quente de sempre em vários países europeus. Na semana que termina, países como França, Reino Unido ou Bélgica registaram temperaturas a rondar os 40 graus. Falamos de valores dez ou mais graus acima da média.

O tema aqueceu a reunião de ministros do Ambiente da UE desta semana, onde se procuram soluções para viver com esta nova realidade. “Isto é uma consequência clara de todas as mudanças do clima”, explica ao CM a ministra do Ambiente. Graça Carvalho admite que “temos de nos habituar a viver com eventos extremos” e também preparar para as suas consequências: “E isso é caro”, adverte.

Portugal até “esteve protegido”, mas na próxima semana “a temperatura vai mudar” e nada “aponta para que o verão seja fácil”, admite ainda a governante. Para isso, há planos concertados a nível europeu, mas que depois têm de ser implementados individualmente. “A UE tem uma estratégia de adaptação geral e depois cada um dos Estados-membros tem a sua”, explica. “Vamos ter dias de temperatura muito alta”, sublinha. As recomendações pretendem prevenir incêndios, mas também há alertas para a saúde e cuidados a ter nas atividades do dia a dia. Só em França, dezenas de pessoas morreram afogadas.

Viver com os efeitos das alterações climáticas requer adaptar o dia a dia, mas também as zonas urbanas. “Queremos ajudar a financiar jardins, locais verdes e com água nas cidades” de forma a baixar a temperatura, exemplifica a ministra do Ambiente.

O partido Verdes no Parlamento Europeu pediu uma reunião de urgência dos líderes dos 27 devido à onda de calor por considerar que “se trata de uma crise de saúde pública” na Europa. Muitos dos países afetados adotaram medidas como limitar horários escolares ou fechar monumentos.

Em França, a Torre Eiffel sofreu alterações nos horários. Para já, o Governo português garante estar atento e analisar medidas baseadas nas previsões.

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