Ataque israelita mata cinco jornalistas palestinianos
Israel diz que ataque visou terroristas da Jihad Islâmica que se faziam passar por jornalistas.
Cinco jornalistas palestinianos foram ontem mortos num ataque israelita contra a sua viatura no campo de refugiados de Nuseirat, na Faixa de Gaza. Israel alega que se tratavam de terroristas disfarçados.
Os jornalistas, que trabalhavam para o canal Al-Quds Today, estavam no interior de uma carrinha de transmissão que foi atingida por um míssil junto ao Hospital de al-Awda. “Foram mortos quando cumpriam o seu dever humanitário de informar”, denunciou um porta-voz do canal.
O Governo israelita confirmou ter levado a cabo um “ataque cirúrgico” para eliminar uma “célula terrorista” e garantiu que informações “de múltiplas fontes” confirmaram que as vítimas “eram operacionais da Jihad Islâmica que se faziam passar por jornalistas”. Desde o início da guerra em Gaza, mais de 190 jornalistas palestinianos foram mortos em ataques israelitas.
Além dos jornalistas do Al-Quds Today, outras 21 pessoas morreram nas últimas horas em ataques israelitas na Faixa de Gaza, numa altura em que Israel e o Hamas trocam acusações pelo atraso na conclusão das negociações para um acordo de cessar-fogo e libertação dos reféns.
Diretor da OMS escapa a ataque no Iémen
O diretor da Organização Mundial da Saúde escapou ontem a um bombardeamento israelita contra o Aeroporto de Sana’a, a capital do Iémen. Tedros Ghebreyesus disse que se preparava para embarcar num avião da ONU quando aconteceu o ataque, que, segundo Israel, visou “infraestruturas militares” usadas pelos houthis. Um membro da equipa da OMS ficou ferido no ataque, que fez 3 mortos.
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