Israel aprova cessar-fogo no Líbano e promete "resposta pesada" a qualquer violação do acordo
Acordo entra em vigor esta manhã.
O Governo israelita deu, na terça-feira, luz verde ao acordo de cessar-fogo no Líbano, que deverá entrar em vigor já ao início da manhã de hoje. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, avisou que qualquer violação por parte do Hamas terá “uma resposta pesada”.
“Conseguimos fazer com que as capacidades do Hezbollah regredissem décadas, eliminámos os seus principais líderes, destruímos a maior parte dos seus ‘rockets’ e mísseis, neutralizámos milhares dos seus combatentes e obliterámos infraestruturas terroristas junto da nossa fronteira que levaram anos a construir”, afirmou o chefe do Governo israelita num discurso ao país, garantindo que o movimento xiita apoiado pelo Irão está “consideravelmente mais fraco do que no início do conflito”. Netanyahu disse que o fim da guerra no Líbano permitirá a Israel “concentrar-se no Irão, rearmar e descansar as suas forças e isolar o Hamas”.
O acordo, que prevê a retirada das forças do Hezbollah para norte do rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira, e a saída gradual das tropas israelitas do Sul do Líbano nos próximos 60 dias, entrará em vigor às 10 horas de hoje (08h00 em Lisboa). A segurança na região ficará a cargo de um contingente de até cinco mil militares do Exército libanês e das forças de manutenção de paz da ONU (UNIFIL), que terão a missão de garantir que as forças do Hezbollah não voltam a reocupar as suas anteriores posições a sul do rio Litani. “Vamos monitorizar o cumprimento deste acordo e responderemos de forma pesada contra qualquer violação”, avisou o primeiro-ministro israelita.
O Hezbollah disse aceitar os termos do acordo, mas garantiu que as suas forças “vão continuar ativas” no apoio à reconstrução e ao regresso das populações deslocadas pela ofensiva israelita. Ontem à tarde, horas antes da aprovação do acordo, a aviação israelita lançou fortes bombardeamentos em Beirute, matando pelo menos 18 pessoas, numa tentativa de infligir o maior dano possível ao Hezbollah antes da entrada em vigor do cessar-fogo.
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