“Todos querem fazer parte do Conselho da Paz”: Trump assina carta de criação de organismo para pôr fim à guerra em Gaza

Presidente norte-americano diz que novo organismo vai trabalhar “em conjunto com as Nações Unidas”. Trump diz que o principal foco é consolidar o cessar-fogo em Gaza, mas depois terá uma atuação global

23 de janeiro de 2026 às 01:30
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Donald Trump aproveitou o Fórum Económico Mundial para assinar a carta de criação do Conselho da Paz, iniciativa dos EUA para pôr fim à guerra em Gaza. O líder norte-americano reafirmou que o organismo vai começar por se focar em Gaza, mas destacou que a sua atuação poderá expandir-se globalmente. Trump prometeu que o Conselho vai trabalhar em conjunto com “muitos outros, incluindo as Nações Unidas”, embora tenha criticado a ONU por “não ter feito o suficiente” historicamente. “Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza - e teremos muito sucesso em Gaza -, podemos fazer inúmeras outras coisas. Assim que este Conselho estiver totalmente formado, podemos fazer tudo o que quisermos”, afirmou.

Trump também fez um balanço do primeiro ano da sua Administração, afirmando que “o Mundo está mais rico, mais seguro e com mais paz do que estava há um ano”. “Apagámos imensos fogos de muitas guerras”. salientou. Sobre Gaza, garantiu que o conflito “está a chegar ao fim”, mas alertou que ainda existem “pequenos focos que terão de ser apagados” e deixou um aviso ao Hamas: “Se não entregar as armas, será o seu fim.” Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho. “Todos os países querem fazer parte do Conselho”, frisou Trump, apesar de apenas dois da União Europeia terem aceitado o convite. França, Suécia, Noruega e Eslovénia recusaram o convite, enquanto Portugal, Alemanha, Reino Unido e a Comissão Europeia ainda não responderam.

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Países no Conselho da Paz

Da União Europeia, apenas a Hungria e a Bulgária participam na criação da organização liderada por Donald Trump, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros.

Megaprojeto para Gaza

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Em Davos, o genro de Trump, Jared Kushner, apresentou um plano de reconstrução de Gaza avaliado em cerca de 21,3 mil milhões de euros, focado em segurança, investimento e de- senvolvimento imobiliário. Com apoio dos EUA e investidores internacionais, pretende transformar o território num polo económico até 2035, sem referência a um Estado palestiniano.

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