Presidente norte-americano reúne com vários líderes mundiais para oficializar a organização internacional.
Trump assina Carta do Conselho da Paz para Gaza em Davos
AP
O presidente norte-americano, Donald Trump, acabou de chegar à cerimónia que acontece em Davos, na Suíça, para formalizar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza.
O republicano vai estar reunido com vários líderes europeus, esta quinta-feira, no Fórum Económico Mundial.
O presidente Donald Trump quer dar destaque à sua proposta de “Conselho da Paz” no Fórum Económico Mundial, procurando criar um impulso para um projeto que foi ofuscado esta semana, primeiro pelas suas ameaças de anexar a Gronelândia e, depois, por um recuo dramático desse impulso.
O novo conselho foi inicialmente concebido como um pequeno grupo de líderes mundiais que supervisionavam o cessar-fogo em Gaza, mas transformou-se em algo muito mais ambicioso - e o ceticismo sobre a sua composição e mandato levou alguns aliados tradicionais dos EUA a não participarem até agora, segundo a AP.
"São todos meus amigos. Gosto de todos aqui. Normalmente há sempre 2 ou 3 que não gosto mas aqui são todos ótimos líderes" - afirma Trump sobre os líderes presentes na cerimónia.
Trump reitera que os EUA são "os mais poderosos, militarmente, de longe" e que, graças ao próprio, o mundo está mais pacífico atualmente do que estava há um ano atrás.
No seu discurso de abertura, o presidente dos EUA elogiava o lançamento do seu Conselho da Paz, e fez questão de mencionar as Nações Unidas. Disse que “muitas nações” participaram da criação do órgão. Trump tem sido extremamente crítico da ONU e expressou recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, ou mesmo competir com, a ONU como mediador internacional.
Sobre a Faixa de Gaza, Trump disse: "São apenas pequenos focos de incêndio. Podemos apagá-los com muita facilidade." Reconheceu que o Hezbollah permanece no Líbano, mas minimizou a força do grupo.
Trump referiu-se ao Hamas como aqueles que “nasceram com rifles nas mãos,” ameaçando novamente retaliar caso recusem um acordo de paz. “Têm de entregar as suas armas, e se não o fizerem, será o fim deles,” acrescentou.
O presidente norte-americano diz que todos estão "dedicados a garantir que Gaza é desmilitarizada e reconstruída".
O presidente dos EUA conclui o seu discurso e, juntamente com líderes dos países do Conselho de Paz, assina a carta de oficialização do conselho.
"Assim que este conselho estiver totalmente formado, podemos fazer praticamente tudo o que quisermos”, afirma Donald Trump.
Trump inaugurou seu recém-criado Conselho da Paz com alguns membros fundadores, mas ofereceu poucos detalhes sobre o seu mandato e de que forma o painel vai funcionar ou poderá ir buscar esforços para acabar com os conflitos globais.
O secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, discursa acerca do conselho e diz que este "é um grupo de líderes de ação", criticando os líderes que "só leem papéis". Afirma que Donald Trump "é um presidente de ação" que tem "a paz como prioridade" e que "fez o impossível".
Marco Rubio frisou que a função do órgão, "antes de tudo", é "garantir que o acordo de paz em Gaza se torne duradouro". Acerca dos detalhes de funcionamento do conselho ainda indefinidos, o secretário de estado descreveu-os como um trabalho em andamento.
Donald Trump encerra a cerimónia com a mensagem de que está honrado por estar envolvido neste órgão com excelentes líderes e garante que o Conselho da Paz "não vai ser um desperdício de tempo".
"A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.
Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, segundo avançou a Casa Branca na terça-feira, mas Trump convidou esta quinta-feira todos os países a aderir à organização.
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