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O maior incêndio de que há registo em Espanha: Em Ávila já arderam cerca de 50 mil hectares

Mais de 115 mil pessoas foram retiradas das próprias casas e confinadas até ao momento.

26 de julho de 2026 às 20:30

O incêndio no município de Ávila, a noroeste de Madrid, é já considerado o maior fogo de que há memória em Espanha. As chamas, que lavram desde a passada quarta-feira, já consumiram um total de 50 mil hectares. Só este domingo, arderam 20 mil hectares. Este ano, em todo o território espanhol, já arderam 153 mil hectares ultrapassando o recorde obtido em 2015, ano em que 32 incêndios assolaram o país. A área envolvente à albufeira de San Juan e Villa del Prado é a que mais preocupa as autoridades. 

Mais de 115 mil pessoas foram retiradas das próprias casas e confinadas até ao momento. Só na Comunidade de Madrid, 12 áreas urbanas tiveram de ser evacuadas: Chapinería, Navas del Rey, Colmenar del Arroyo, Fresnedillas de la Oliva, Robledo de Chavela, Navalagamella, Aldea del Fresno, Zarzalejo, Peralejo, Rozas de Puerto Real, Cadalso de los Vidrios e Cenicientos. O município El Encinar del Alberche, em Villa del Prado, Madrid, foi evacuado novamente este domingo, depois de o ter sido na quarta-feira. 

A grande maioria das pessoas afetadas pelos incêndios, cerca de 100 mil, são residentes de localidades de Madrid e Ávila, enquanto as restantes 17 mil são de Castellón onde as chamas também lavram com intensidade. 

De acordo com o jornal El País, foram registados mais de mil atendimentos médicos mas ainda não há um registo oficial sobre o número de feridos ou mortos. 

Noutros pontos de Espanha, 20 residentes de Murias de Ponjos (León) tiveram também de ser retirados devido a um incêndio que afeta o município e 16 menores de um acampamento foram retirados devido a um incêndio em Cuacos de Yuste (Cáceres).

Um homem morreu este sábado devido a um incêndio que deflagrou numa zona do desfiladeiro do município de Manises, Valência.

Os dados fazem a síntese do último dia de combate aos fogos em Espanha, que, como admitiu o ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, não foi muito positivo, devido a condições meteorológicas "absolutamente difíceis" em Ávila e Madrid.

A partir de imagens de satélite já é possível observar colunas de fumo que refletem a dimensão dos incêndios em Espanha. A qualidade do ar é também uma preocupação das autoridades de saúde especialmente entre as pessoas mais vulneráveis.

Portugal, Grécia e Itália juntaram-se aos esforços de extinção destes graves incêndios em Madrid e Ávila com um contingente que integra 176 efetivos, 41 veículos e 4 Canadairs, de acordo com dados do Ministério do Interior espanhol.

Portugal é o país que mais efetivos vai contribuir para a operação de combate aos incêndios, com 129 efetivos e 41 veículos, um contingente terrestre que dará início ao seu trabalho este domingo, após chegar este sábado à noite a Navaluenga (Ávila).

Noutras regiões, a estabilização do incêndio em Cerro Muriano (Córdoba) permitiu que as 274 pessoas que tinham sido retiradas regressassem às suas casas, enquanto em Pinos del Calle (Granada) foi levantado o confinamento para os 640 habitantes da localidade, assim que o incêndio que afetava a zona se estabilizou.

Milhares de operacionais, apoiados por centenas de veículos e por aviões Canadair e outros meios aéreos combatem as chamas naquele que é considerado já o maior incêndio de sempre em Espanha, num período em que o país atravessa uma grande onda de calor. 

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