União Europeia considera inaceitável o tratamento dado aos ativistas da flotilha

Na flotilha seguiam dois médicos portugueses.

21 de maio de 2026 às 08:42
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A União Europeia (UE) classificou esta quinta-feira como "completamente inaceitável" o tratamento dado aos ativistas da flotilha para Gaza detidos por Israel, após a divulgação de um vídeo partilhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Itamar Ben Gvir.

"O tratamento dado aos ativistas da flotilha no vídeo partilhado pelo ministro Ben Gvir é completamente inaceitável, como também foi sublinhado por membros do seu próprio Governo", afirmou o Serviço Europeu para a Ação Externa em um comunicado.

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Na flotilha seguiam dois médicos portugueses.

O serviço diplomático da UE sublinhou que "todas as pessoas detidas devem ser tratadas com segurança, dignidade e em conformidade com o direito internacional".

"Apelamos ao Governo israelita para que garanta a proteção e o tratamento humano destes ativistas, incluindo vários cidadãos da UE. Apelamos à libertação imediata de todos eles", acrescentou o Serviço Europeu para a Ação Externa.

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Vários países europeus, incluindo Portugal, convocaram embaixadores israelitas para protestar contra o tratamento de Telavive aos ativistas da Flotilha Global Sumud, mostrado num vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional do país.

Ben Gvir visitou o porto de Ashdod, onde os cerca de 430 ativistas estavam detidos, algemados, amontoados e obrigados a ajoelhar-se com a cara no chão. Celebrou divulgando um vídeo no qual aparece sorridente e a acenar com a bandeira israelita, dando boas-vindas aos ativistas e troçando deles.

O próprio primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou a atitude de Ben Gvir, afirmando que a forma como trata os ativistas "não está de acordo com os valores e normas de Israel", uma condenação reiterada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros.

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As Forças Armadas de Israel realizaram, entre segunda e terça-feira, a interceção em águas internacionais dos cerca de 50 barcos da flotilha humanitária, que tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.

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