Zara lamenta "mal-entendido" sobre nova campanha acusada de recriar cadáveres envoltos em mortalhas em Gaza
Marca de moda afirmou que a campanha tinha sido concebida em julho e fotografada em setembro. A guerra começou em outubro. Montras de lojas da Zara no Canadá que foram vandalizadas.
A Zara disse, esta terça-feira, que lamentava o "mal-entendido" sobre uma campanha publicitária com estátuas envoltas em panos brancos que desencadeou apelos a um boicote por parte de alguns ativistas pró-palestinianos. Muitos dos comentários afirmavam que as fotografias se assemelhavam a cadáveres em Gaza. A empresa afirma que já removeu as imagens.
A Zara afirmou que a campanha, que também incluía manequins sem membros, tinha sido concebida em julho e fotografada em setembro. A guerra entre Israel e o Hamas começou a 7 de outubro. A marca afirma que a campanha pretendia mostrar esculturas inacabadas no estúdio de um escultor.
"Infelizmente, alguns clientes sentiram-se ofendidos com estas imagens, que foram agora retiradas, e viram nelas algo muito diferente do que se pretendia quando foram criadas", afirmou a Zara numa publicação no Instagram. Segundo o comunicado da marca de moda, o objetivo da campanha era o "de mostrar peças de vestuário feitas à mão num contexto artístico".
"A Zara lamenta este mal-entendido e reafirmamos o nosso profundo respeito por todos", declarou a Zara.
Na rede social X foram partilhadas imagens de montras de lojas da Zara, em Montreal, no Canadá, que foram pintadas com mensagens de apoio a Gaza e à Palestina. Houve ainda alguns ativistas pró-Palestina que entraram nas lojas com cartazes e gritos de revolta contra a campanha publicitária.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt