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"Escalada do genocídio": Israel tenta caçar chefe do Hamas em zona humanitária e mata mais de 70 civis

Mohammed Deif é um dos homens mais procurados por Israel e já sobreviveu a sete tentavas de homicídio.

13 de julho de 2024 às 16:13

A cidade de Khan Younis foi, este sábado, palco de um novo massacre. Para matar Mohammed Deif, chefe militar do Hamas e um dos mentores dos ataques de 7 de outubro, Israel lançou mísseis contra o sul de Gaza, provocando mais de 70 mortes e 289 feridos.

Mohammed Deif, um dos homens mais procurados de Israel e que já sobreviveu a sete tentavas de homicídio, estava escondido num edifício na zona humanitária designada por Al-Mawasi, a oeste da cidade de Khan Younis, no sul do país. Ainda não é claro se o chefe do grupo islâmico está entre as vítimas mortais. 

Os militares israelitas afirmaram que o ataque a Deif ocorreu numa "zona vedada do Hamas" e que "a maior parte das pessoas presentes eram militantes". No entanto, a imprensa internacional destaca as vítimas são na sua maioria civis, uma vez um campo de deslocados de guerra foi atingido. 

"Hoje fomos surpreendidos por um míssil israelita. Todos saíram despedaçados", disse à Al Jazeera uma testemunha sobre o bombardeamento israelita no campo de refugiados de Shati. As vítimas decidiram reunir-se para orar numa sala quando foram atacadas. 

Um alto funcionário do Hamas classificou as alegações israelitas de "absurdas"."Todos os mártires são civis e o que aconteceu foi uma grave escalada da guerra de genocídio, apoiada pelos americanos e pelo silêncio mundial", disse Abu Zuhri à agência Reuters

Segundo as Forças de Defesa Israelitas (IDF), o exército agiu mediante informações precisas sobre o paradeiro de Mohammed Deif e de Rafa Salama, o comandante da Brigada Khan Younis do Hamas. 

Deif é uma das figuras-chave do grupo, com mais de 30 anos de ascensão na hierarquia. O homem desenvolveu a rede de túneis do Hamas e os conhecimentos no fabrico de bombas e há décadas que encabeça a lista dos mais procurados por Israel, sendo considerado pessoalmente responsável pela morte de dezenas de israelitas em atentados bombistas suicidas.

Nos meses que decorreram desde que Israel lançou a campanha de retaliação após o ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel, a 7 de outubro, o chefe militar terá dirigido as operações a partir dos túneis e ruas secundárias de Gaza, explica a Reuters. 

Depois dos ataques de 7 de outubro terem provocado mais de 1200 mortos e feito quase 250 reféns, o presidente israelita Benjamin Netanyahu prometeu matar os três homens por trás do plano: Yahya Sinwar, líder do Hamas em Gaza, Deif, chefe da ala militar, e Marwan Issa, seu adjunto, que foi dado como morto por Israel em março.

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