Bruxelas mantém contactos com Budapeste e Kiev por causa do oleoduto Druzhba

Fortemente dependente do petróleo russo, a Hungria acusou a Ucrânia de atrasar as reparações do oleoduto.

20 de abril de 2026 às 14:52
Oleoduto de Druzhba fornece petróleo russo à Europa Central Foto: Sven Kaesrner/AP
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A Comissão Europeia reiterou, esta segunda-feira, manter-se em contacto com Kiev e Budapeste sobre a reparação do oleoduto Druzhba (oeste da Ucrânia), que fornece petróleo russo à Hungria e está paralisado por danos sofridos após ataques russos em janeiro.

"Mantemo-nos hoje em contacto com as partes interessadas e o objetivo é continuar a avançar num sentido positivo", disse,  o porta-voz do executivo comunitário, Olof Gill, na conferência de imprensa diária.

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Bruxelas, explicou, tem um papel mediador "para facilitar o retomar do fluxo de petróleo no oleoduto de Druzhba".

Fortemente dependente do petróleo russo, a Hungria acusou a Ucrânia de atrasar as reparações do oleoduto.

Herança da era soviética, o oleoduto Druzhba ("Amizade", em russo) abastece de petróleo a Hungria e a Eslováquia, dois países sem litoral e antigos membros do Pacto de Varsóvia (a Eslováquia então integrada na Checoslováquia, juntamente com a atual República Checa).

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Na semana passada, durante uma visita a Berlim, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu que o oleoduto Druzhba será reparado até ao final de abril.

Uma parte do oleoduto, que atravessa o oeste da Ucrânia, foi danificada em janeiro por um ataque aéreo de Moscovo.

"Em relação ao oleoduto, tal como prometemos, será reparado até ao final de abril, não completamente, mas o suficiente para estar operacional", disse Zelensky, durante a visita à capital alemã.

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Sobre as relações com a Hungria, após as recentes eleições legislativas terem afastado o ultra conservador eurocético e próximo de Moscovo, Viktor Orbán, após 16 anos como primeiro-ministro, Olof Gill lembrou que, na semana passada, uma delegação da Comissão teve um primeiro contacto "muito importante" com o próximo Governo húngaro, acrescentando que as conversações continuam de forma a avançar "com questões muito relevantes que estiveram bloqueadas demasiado tempo".

O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, considerado mais pró-europeu, venceu no passado dia 12 de abril as eleições legislativas na Hungria.

Na sequência dos danos infligidos pelas tropas russas ao oleoduto Druzhba, Orbán condicionou o seu aval ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia -- que tinha sido aprovado em dezembro pelos líderes da União Europeia (UE) -- condicionando-o a reparações que permitam retomar o abastecimento.

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Por outro lado, a UE abriu processos de infração contra a Hungria e tem retidos fundos de 7,6 mil milhões de euros da coesão e 10,4 mil milhões do Mecanismo para a Recuperação e Resiliência devido a violações do Estado de direito, corrupção e questões de direitos fundamentais.

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