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Eslováquia pronta para cooperar com novo Governo e reabrir oleoduto

Primeiro-ministro eslovaco sublinhou a importância estratégica do oleoduto Druzhba para as exportações de petróleo russo para a Europa de Leste.

13 de abril de 2026 às 14:41

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, manifestou ~esta segunda-feira disponibilidade para colaborar com o novo Governo da Hungria, após a derrota eleitoral de Viktor Orbán, visando a reabertura do oleoduto Druzhba.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Fico felicitou Péter Magyar pela vitória nas legislativas de domingo e afirmou estar pronto para uma "estreita cooperação" com o novo Governo húngaro.

O primeiro-ministro eslovaco sublinhou a importância estratégica do oleoduto Druzhba para as exportações de petróleo russo para a Europa de Leste e defendeu uma abordagem conjunta para restaurar o seu funcionamento, após os danos sofridos durante a guerra na Ucrânia.

Fico declarou ainda respeitar "a decisão do povo húngaro", que pôs fim a 16 anos de governação de Orbán, reiterando o compromisso de Bratislava com uma relação "amigável e mutuamente benéfica" com Budapeste.

O primeiro-ministro destacou também a intenção de reforçar a cooperação no âmbito do Grupo de Visegrado, nomeadamente na melhoria das condições de vida das minorias étnicas em ambos os países.

Entretanto, Orbán apelou ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para acelerar as reparações do oleoduto, enquanto Budapeste apreendeu bens do banco estatal ucraniano Oschadbank, condicionando a sua devolução ao desbloqueio da infraestrutura energética.

Esta questão levou a Hungria a bloquear novos pacotes de ajuda à Ucrânia e a opor-se a sanções adicionais contra a Rússia.

Por seu lado, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, felicitou Péter Magyar pela vitória eleitoral e expressou confiança na continuidade das relações de cooperação entre Minsk e Budapeste.

Também o Kremlin, através do porta-voz Dmitri Peskov, indicou estar disponível para manter contactos pragmáticos com o novo Governo húngaro, sublinhando que "a Hungria fez a sua escolha".

Com 96,9% dos votos apurados, o partido Tisza, liderado por Magyar, conquistou 138 dos 199 lugares no Parlamento, contra 55 do Fidesz e seis da formação de extrema-direita Nossa Pátria.

No discurso de vitória, Péter Magyar prometeu que a Hungria será, sob o seu Governo, "um forte aliado da União Europeia (UE) e da NATO".

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