Diretora do FMI visita Kiev pela primeira vez desde 2023

Agenda da visita de Kristalina Georgieva inclui um encontro com Volodymyr Zelensky.

15 de janeiro de 2026 às 18:31
Fundo monetário considera "importante" que Georgieva visite o país Foto: Jalal Morchidi/Lusa
Partilhar

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, realiza esta quinta-feira uma breve visita à Ucrânia, a primeira desde 2023, enquanto o país se prepara para receber um pagamento no âmbito do programa de ajuda em curso.

A agenda da visita de Kristalina Georgieva inclui um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e outros responsáveis, informou a porta-voz do FMI, Julie Kozack, em conferência de imprensa, citada pela AFP.

Pub

"Era importante que a diretora-geral visitasse o país", afirmou Julie Kozack, nomeadamente para "compreender os pontos essenciais" para as autoridades locais de acordo com "as condições reais no terreno".

"Ter este tipo de discussão é importante para ela. E deve aproveitar para enfatizar a importância de prosseguir as reformas e o apoio do FMI nesse sentido", acrescentou Julie Kozack.

Pub

Esta visita ocorre numa altura em que Kristalina Georgieva tem uma viagem marcada para Davos para o Fórum Económico Mundial, seguida de uma viagem a Bruxelas para se encontrar com as autoridades europeias.

O FMI congratulou-se com o acordo do "Conselho Europeu para conceder 90 mil milhões de euros de apoio financeiro à Ucrânia em 2026 e 2027, o que constitui um passo importante para reduzir as dificuldades de financiamento da Ucrânia e restaurar a sustentabilidade da dívida", acrescentou Julie Kozack.

No final do ano, o FMI aprovou um novo programa de ajuda de mais de 8 mil milhões de dólares (aproximadamente 6,87 mil milhões de euros) ao longo de quatro anos, com o objetivo de estabilizar a economia do país devastado pela guerra.

Pub

Nessa ocasião, a instituição liderada por Kristalina Georgieva estimou em 63 mil milhões de dólares (cerca de 54 mil milhões de euros) o défice de financiamento do governo ucraniano para o ano fiscal de 2026/27, e um total de 136,5 mil milhões de dólares (cerca 117,19 mil milhões de euros) para o período de 2026-2029.

A Ucrânia deverá poder gastar até 60 mil milhões de euros, dos 90 mil milhões provenientes da União Europeia (UE), para reforçar as suas capacidades militares, anunciou na quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Os 30 mil milhões restantes dos 90 mil milhões do empréstimo europeu serão utilizados por Kiev para as suas necessidades orçamentais, sob condições de reformas relacionadas com o reforço do Estado de direito ou a luta contra a corrupção, precisou a Comissão Europeia.

Pub

A Ucrânia só reembolsará este empréstimo depois de a Rússia pagar as reparações. Os juros deste empréstimo da UE, ou seja, cerca de três mil milhões de euros por ano, serão pagos pelo orçamento da União Europeia.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar