Hungria põe água na fervura na entrada da Ucrânia na UE
Ucrânia mais longe de uma via rápida para acesso à União Europeia, em dia que se discute a distribuição do dinheiro entre os 27 estados-membros.
O novo primeiro-ministro da Hungria assinou pela primeira vez em quase dois anos a declaração final do Conselho Europeu sobre o apoio à Ucrânia. Ainda assim, foi a Hungria que meteu um travão nas pretensões de Zelensky no acesso à União Europeia.
Peter Magyar bloqueou uma expressão que assumia a rapidez no processo de negociação. “Por minha iniciativa, a cláusula que referia a aceleração [da entrada da Ucrânia na UE] foi removida do texto à última hora. Não foi fácil”, escreveu o novo primeiro-ministro da Hungria, depois da saída de Órban. Ainda que não seja uma derrota para a Ucrânia, nem tão pouco um bloqueio, não deixa de ser um sinal de que uma via rápida para a entrada de Kiev no grupo dos 27 não vai ser fácil.
Luís Montenegro tinha defendido uma figura “transitória” à chegada ao Conselho Europeu na quinta-feira. Ainda assim, não é pacífico entre os estados membros que figura poderia ser. Mas se chegar a acordo sobre o apoio à Ucrânia não oferece tanta resistência como no passado. Esta sexta-feira, os líderes da UE vão sentar-se à mesa com um tema que promete ser duro: o orçamento da União Europeia. A presidência de António Costa quer o Orçamento de sete anos e que começa em 2028 fechado até dezembro, uma vez que as eleições em França e Itália no próximo ano podem complicar as negociações. E caso não esteja fechado a tempo, a Europa arrisca-se a ter de ser gerida em duodécimos. Isso poderia comprometer investimentos e dificultar os esforços de aumentar a defesa no espaço europeu - ou mesmo a ajuda à Ucrânia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt