Pelo menos 77 recrutas morreram na incursão ucraniana de 2024 na região russa de Kursk

Idade dos militares mortos variava entre os 18 e os 25 anos, embora a maioria tivesse cerca de 20.

06 de agosto de 2026 às 14:11
Soldados ucranianos na guerra Foto: ANATOLII
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Pelo menos 77 recrutas russos que cumpriam o serviço militar morreram nos primeiros meses da incursão ucraniana na região russa de Kursk em 2024 e mais de 30 continuam desaparecidos, noticiaram esta quinta-feira meios de comunicação independentes.

Segundo uma investigação dos portais Important Stories e Verstka, a idade dos militares mortos variava entre os 18 e os 25 anos, embora a maioria tivesse cerca de 20.

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Estes meios consideram que os desaparecidos acabarão inevitavelmente por ser declarados mortos, como aconteceu nos últimos meses com várias dezenas de recrutas que desapareceram na fronteira entre Kursk e território ucraniano, a última vez em maio passado.

Muitos morreram durante a primeira semana da incursão, iniciada em 06 de agosto de 2024, mas outros perderam a vida durante o mês de setembro do mesmo ano, segundo o registo oficial de heranças, publicações de familiares e informações da imprensa local, entre outras fontes.

O exército russo começou a enviar recrutas para proteger a fronteira em março de 2024, cinco meses antes da incursão das forças ucranianas.

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Alguns pais tentaram evitar a mobilização dos filhos, mas outros jovens nunca informaram os progenitores sobre os novos destacamentos, receando represálias por parte dos superiores, acrescentam os autores da investigação.

Em algumas posições fronteiriças na região de Kursk, os recrutas representavam entre 50% e 85% do total de militares destacados, segundo a investigação jornalística.

Segundo fontes ucranianas, as forças invasoras conseguiram capturar quase meio milhar de recrutas russos, que entretanto foram todos envolvidos em operações de troca de prisioneiros.

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O exército russo conseguiu expulsar as tropas ucranianas entre abril e maio de 2025, pondo termo à primeira invasão estrangeira de território russo desde a Grande Guerra Patriótica (1941-1945), que envolve a participação soviética na II Guerra Mundial.

As forças russas contaram nessa operação com a ajuda de milhares de militares norte-coreanos, que sofreram um elevado número de baixas, na sequência da assinatura de um acordo de assistência mútua em caso de agressão.

O Kremlin e o Ministério da Defesa, que deixaram de divulgar o número de mortos desde setembro de 2022, ocultaram a participação de recrutas nos combates contra as tropas ucranianas.

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A imprensa denuncia que oficiais russos pressionam os recrutas a assinarem contratos com as Forças Armadas para poderem ser enviados para a frente de combate.

Em outubro de 2025, a Duma, a câmara baixa do parlamento russo, aprovou uma lei que prolonga ao longo de todo o ano o período de incorporação obrigatória, com o objetivo de aumentar o número de recrutas em serviço militar.

Além disso, a 01 de janeiro de 2024 entraram em vigor alterações ao sistema de recrutamento para o serviço militar, que elevaram de 27 para 30 anos a idade máxima de incorporação.

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Há vários meses que a imprensa independente especula que o Kremlin, confrontado com a escassez crónica de efetivos e o elevado número de baixas, pondera decretar uma segunda mobilização após as eleições legislativas de setembro, embora as autoridades o tenham negado categoricamente.

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